sábado, 4 de fevereiro de 2017

Quarta-feira de Cinzas

Quarta-feira de Cinzas

1.                  Informações básicas
- Jejum, Oração e Esmola autênticos
- Oração –  penitência que nos fortalece contra o mal.
- Leituras: Jl 2, 12-18; Sl 50; 2 Cor 5, 20-6,2; Mt 6, 1-6.16-18


2. Esquemas

1º Esquema
A esmola é o símbolo do meu relacionamento caritativo com o próximo, por isso esse relacionamento tem como objetivo único fazer o bem por amor a Deus, que é o conceito de caridade cristã, realizar esse tipo de ação com qualquer outro tipo de intenção é querer ser pago, é querer recompensa que não é Deus. Por isso, o rasgar o coração e que nessa quaresma reconheçamos que às vezes nossas intenções desviam-se de Deus no nosso amar. Por isso, que Deus crie em nós um coração puro, um coração com intenções corretas nesta quaresma.


2º Esquema
Não rezar para ser visto pelos homens, nosso relacionamento com Deus é no fundo do coração, é no nosso quarto interior, esse relacionamento intimo não deve ser causa de aparecer, de receber o aplauso dos seres humano. A nossa volta para o Senhor, nossa teshuvá, deve ser feita a partir de dentro. Devemos então, ouvir São Paulo que nos diz, deixai-vos reconciliar com Deus, nos reaproximar Dele, fica a critério de nossa liberdade. Nessa quaresma, nossa oração deve sempre nos auxiliar nessa volta e reaproximar de Deus, de tal forma que tenhamos a certeza a alegria de sermos salvos.


3º Esquema
O jejum nos faz experimentar que somos criaturas, somos seres humanos limitados, e nessa limitação, somos chamados a vermos que somos sombra que passa e que a única recompensa é Deus, por isso qualquer esforço não deve ser objeto de reconhecimento humano, mas de encontro com Deus, descobrir em nós a essência do que somos. O jejum verdadeiro é voltar-se para Deus, para que Ele se volte para nós, aí sim a quaresma se torna um tempo favorável, um tempo de reencontro com Deus e com os irmãos e aí preparar o louvor eterno da Páscoa.

4º esquema


Convertei-vos e crede no Evangelho, o experimentar-se como criatura que vai morrer nos deve fazer voltar para Deus, nos deve ter a Deus como o objeto de nosso jejum, oração e esmola, exclamemos: “Piedade, ó Senhor, tende piedade porque pecamos contra vós” e de tal modo que Ele acolha nosso arrependimento e nos perdoe e ao final dessa quaresma experimentemos a reconciliação com Deus para sempre na Páscoa eterna. 

8º Domingo do Tempo comum A

8º Domingo do Tempo comum A

1.                  Informações básicas
- Providência de Deus
- Oração – a paz na vida para servir na alegria.
- Leituras: Is 49, 14-15; Sl 62; 1 Cor 4, 1-5; Ev 6, 24-34.


2. Esquemas

1º Esquema
Ninguém pode servir a dois senhores, o nosso coração tem que estar uno em Deus, por isso toda preocupação (merimnate – mente dividida) deve desaparecer de nosso coração, para isso a confiança na Providência de Deus, Deus cuida de seus filhos e filhas, a certeza de que como uma mãe, jamais Deus vai deixar seus filhos abandonados, e é essa certeza que nos faz ter uma paz para servir, para sermos verdadeiros servidores de Cristo, até que, após um aprendizado de confiança em Deus nesta vida, repousaremos em Deus para sempre.


2º Esquema
Olhai os lírios do campo... A natureza como mestra, nos ensina que Deus mantém sua criação, a nós compete, primeiramente, já nos preparando para a Campanha da Fraternidade deste ano de 2011, entender a voz de Deus que emana na Criação, ver que ele cuida da sua obra, e se cuida assim dos lírios, cuidará de cada um de nós, essa fé, não é uma fé cega, mas uma confiança de um filho que sabe que sua mãe vai ao encontro de suas necessidades, confiança que desembocará no julgamento do Senhor, que dará a cada um o que é merecido, essa certeza de fé nos faz rezar: “Só em Deus a minha alma tem repouso, só ele é meu rochedo e salvação”. Só Ele.

3º Esquema
Olhai as aves do céu... Contemplas as aves que livres voam e vivem sob a misericordiosa Providencia de Deus, nos leva a querer sempre ser livres em Deus, para isso a confiança em sua providência nos deve levar a saber, que quanto mais buscamos o Reino de Deus e sua Justiça, a Providência D’Ele nunca falhará. Providência que fez Abraão confiar que Deus providenciaria um animal para o Sacrifício, Providência que nos faz confiar que Deus jamais nos abandonará. Confiança necessária para aqueles que são administradores dos mistérios de Deus, esse administrador deve ser fiel, deve ter a fidelidade a Deus e em sua Providência, assim, conduzimos uns aos outros ao Deus, que é nossa Rocha e nossa proteção.

4º esquema


Buscai o Reino de Deus e sua justiça e tudo (panta) vos será dado em acréscimo. A confiança em Deus  e em sua Providência que mantém a vida do mundo e a nossa, não é uma confiança cega e inconseqüente, de nós é exigido buscar o Reino e sua justiça, mesmo que não vemos essa justiça ainda atuar em meios aos pecados humanos, o ser humano é chamado a construir essa justiça, e a certeza da fé, é que Deus que nunca abandona seu povo, providênciará tudo o que é necessário para que a Obra do Reino se expanda, nesse processo a nós compete ser servidores fieis, servidores que confiam na justiça de Deus que no Dia da Manifestação triunfará sobre toda a injustiça, e naquele dia Deus que sempre foi nossa Rocha, será nossa Glória e Salvação para sempre. 

7º Domingo do Tempo comum A

7º Domingo do Tempo comum A

1.                  Informações básicas
- ser perfeito e santo é amar.
- Oração – conhecer o que é reto, para realizar a vontade de Deus.
- Leituras: Lv 19, 1-2.17-18; Sl 102; 1 Cor 3,16-23; Mt 5, 38-48.


2. Esquemas

1º Esquema
Amar os inimigos é desejar e fazer o bem a eles, mesmo que eles nos queiram o mal, desejamos pela nossa oração e fazemos pelos nossos atos o bem a eles, o ódio é banido, o amor que nunca é enganado (1 Cor 13) confia em Deus que ama a Deus e faz o bem a todos, essa é a sabedoria de Deus, pois o cristão não vê somente o momento presente, mas cada ato humano, inclusive dos inimigos é colocado sob a ótica da eternidade e da misericórdia de Deus, isto é realizar a vontade de Deus na própria vida. Pois Ele é bondoso e compassivo.

2º Esquema
Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito (teleios), essa completude que Deus é, é o amor. Por isso, a perícope sobre o amor aos inimigos é a perfeição do que Deus é. Muitas vezes a visão de santidade que se tem é um perfeccionismo orgulhoso de alguém que quer se mostrar a Deus e aos outros, pois o Senhor “conhece os pensamentos dos sábios, sabe que são vãos”, ser santos como Deus é, é amar o próximo como a si mesmo, o amor é a plenitude e a santidade de Deus, a qual conseguimos pela graça de Deus, nessa perspectiva seremos e proclamaremos a santidade de Deus, de Deus que é indulgente e favorável.

3º Esquema
Não enfrenteis quem é malvado, deixai que aquele que é malvado possa reconhecer na própria vida o que ele está fazendo. Mas isso não seria um pensamento passivo diante daquele que faz o mal.? Seria se a nossa relação fosse somente com o inimigo e se nossa intenção fosse apenas por conveniência, por isso, quem não resiste ao mal, como Ghandi na sua teoria da não violência, evidencia que no final Deus vencerá. Mas isso, não é base para uma pessoa ser omissa? Não, se ela o faz nessa perspectiva de que Deus é o juiz das consciência, e amar também repreender o próximo, e mostrando que é mal o que o outro faz. Mas isso não nos tira a responsabilidade de cuidar de nosso corpo e do corpo do outro como morada do Espírito, pois como na Segunda Guerra, não foi não violência que muitos fizeram diante do Nazismo mas omissão conveniente. Por isso, que sejamos como nosso Pai, perdoemos, amemos, e que Ele puna em proporção às Culpas e destrói quem macula o santuário de Deus.

4º esquema

Rezai por aqueles que vos perseguem. Assim nos tornamos como o Pai que faz o bem a todos, sejam bons ou maus. O nosso coração não aceita o mal, e se revolta perante ele, por isso o começo para cumprir o preceito de amar os inimigos é rezar por eles, sabendo que Deus como o Senhor das consciências vai, não somente no dia Final, mas também na História, realizar sua justiça. A perfeição de Deus que é amar, começa em nossa intercessão pelos que nos odeiam, ou por aqueles que nos fazem o mal. A santidade perfeita é esta, de tal modo que muitos chamam os cristão de utópicos, porque seria impossível tal atitude, mas confiamos no Deus que nos ordenou amar o próximo, e exemplo de São Paulo, não colocamos ninguém, nem amigo e nem inimigo, acima de Deus, porque no final, tudo é Dele e para ele voltará, e se somos de Cristo, e Cristo é de Deus, um dia voltaremos para Ele, definitivamente, e isso somente pode ser feito com um coração que ama. Por isso, peçamos que sejamos como nosso Pai que é bondoso e compassivo, não só tem bondade, é bondade, e é reto, que o Senhor nos ensine bondade e retidão, para sermos verdadeiramente santos como Ele é.


6º Domingo do Tempo comum

6º Domingo do Tempo comum

1.                  Informações básicas
- o Amor como plenitude da Lei.
- Oração – Deus vive nos corações sinceros e retos, que os nossos sejam.
- Leituras: Eclo 15, 16-21; Sl 118; 1 Cor 2, 6-10; Mt 5, 17-37


2. Esquemas

1º Esquema
A plenitude da lei é dada em Cristo, essa plenitude é o Mistério Pascal da Cruz e Ressurreição, o cumprimento dos mandamentos não fica na exterioridade mas vai a essência, por isso não basta apenas “não matar”, é preciso curar a raiz desse pecado que é ódio, o desejo de vingança que brota do coração humano, nem também chamar a pessoa de tolo, como na Mishná, o primeiro escrito da tradição judaica, se um ser humano humilha outro em publico fazendo-o empalidecer, é equivalente a assassinato, isso é agir com sabedoria, sabedoria que vem de Deus, e assim nosso agir está de acordo com a sabedoria que vem do crucificado como nos diz São Paulo, não uma sabedoria do mundo que valoriza o externo, mas aquela que brota de um coração que ama, e como no salmo, esse ser humano é feliz, porque segue o caminho do Senhor.

2º Esquema
quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar,  e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta....
a reconciliação (diallagethi), começa a partir do coração, esse desejo de reconciliação nos possibilita não só oferecer, mas nos oferecer a Deus como pedimos em cada Pai Nosso, essa reconciliação é nessa terra, se não penetra na eternidade no purgatório. O coração humano precisa aprender que a justiça perfeita é a de Deus. Isso é a sabedoria do Senhor, pq sabemos que Ele tudo vê, e cada um de nós deve procurar agir procurando o bem, mas brota de uma decisão humana, cada ato é uma decisão uma sabedoria que estava escondida, mas que foi revelada na Cruz de Cristo.  Por isso, deixemo-nos moldar por essa sabedoria para sejamos homens e mulheres felizes.


3º Esquema
se olhar com o desejo de possui-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. O coração é a sede da decisão humana, por isso, é o decisão do adultério que já começa o pecado, o desejo de dominação da mulher já é o pecado, por isso precisamos conhecer a nós mesmos para sabermos o que cortar ou não, a lei como mestra da sabedoria do nosso coração, vai nos ensinando a escolher o bem e rejeitar o mal, necessitamos desse ensinamento de nossa vontade, para que cada vez mais não tenhamos uma sabedoria do mundo, mas uma sabedoria de Deus. Que nosso oração seja como no Sapolmo “Ensina-me a viver vossos preceitos”

4º esquema

Que o vosso sim seja sim, e o vosso não seja não. Autenticidade. O cristão deve conhecer o próprio coração, e o próprio processo de decisão, e saber as conseqüências da sua decisão, quando assim o fazemos, dizemos sim, quando sim, e arcamos com esse sim. Senão nos tornamos pessoas dúbias, como folhas movidas pelo vento. O juramento deve ser banido no sentido de chamar a Deus por testemunha de coisas banais. “Os olhos do Senhor estão voltados para aqueles que o temem”, se temos essa consciência não precisamos nos preocupar em nos justificar pq sabemos que Deus vê o nosso coração. Que a sabedoria revelada pelo Espírito, nos faça verdadeiros, que o Espírito que perscruta Deus, nos ajude a fazer com que sejamos transparentes perante Deus e as pessoas. Que sejamos firmes, como no salmo, em cumprir a vontade de Deus e ela seja a nossa.



5º Domingo do Tempo comum

5º Domingo do Tempo comum

1.                  Informações básicas
- Espiritualidade laical.
- Oração – família, como confiamos na graça que o Senhor guarde.
- Leituras: Is 58, 7-10; Sl 111; 1 Cor 2, 1-5; Mt 5, 13-16


2. Esquemas

1º Esquema
Vós sois os sal da terra, o sal deve dar o sabor, o cristão deve pela sua ação e pela sua vida dar o sentido à vida das pessoas através de seus atos, através de sua vida, se isso não acontecer ele vai perder a sua própria vocação, será pisado pelos homens, a vida somente tem sentido se for para dar sentido à vida de outros. Isso é através de atos concreto como vemos na primeira leitura os diversos atos de misericórdia e a vida obscura que muita vezes nos parece ser a nossa vida brilhará como o sol do meio dia, mas tem-se que aceitar os sofrimentos que esse processo causa, porque como o sal desaparece para realçar o sabor o cristão unidos ao Cristo morto e ressuscitado, desaparece para que a poder de Deus, no dizer de Paulo, é que se evidencie. Como no salmo, O homem justo reparte com o s pobres os seus bens, e para sempre esse bem permanecerá, não somente nesta terra, mas na eternidade, porque vem de Deus.


2º Esquema
Vós sois a luz do mundo, a luz evidencia-se por si mesma, e quanto mais ela brilha mais ela vai ser evidenciada num lugar mais alto, Jesus como luz do mundo, faz-nos ser luz para as pessoas, luz que brilhe sobre todos e evidencia aquilo que é bom e o que é mal, as ações revestidas da graça evidenciam-se por si mesmas, por isso a luz de Deus que há em nós brilhará através de ações de misericórdia, e essa luz rompe as trevas das obras más e vai cada vez mais fazendo com que cada indigente, cada ser humano experimente a luz de Deus. Como Cristo que erguido da terra atrai todos a si, é este Jesus que pregamos, e pela nossa entrega em cada ação amorosa, embebida da graça de Deus, atrai o ser humano ao Senhor, e para sempre permanece o bem, porque faz com que cada ser humano se encontre com Deus.

3º Esquema

O bem feito faz com que a luz de Deus brilhe, por isso o importante não é somente ficar medido eficiência ou eficácia, mas colocar em cada ação boa que fizermos a misericórdia de Deus, essa é a medida do nosso ato, cada ato de misericórdia vai fazer com que o ser humano glorifique a Deus, e se aproxime cada vez mais de Deus, cobrir o nu, acolher o indigente, deixar a linguagem maldosa, faz com que a nossa oração seja eficaz, porque estaremos em sintonia perfeita com o Senhor, a sabedoria, a nossa decisão de fazer o bem, não será mais para que nós aparecêssemos, mas para a sabedoria da cruz, a entrega salvadora do Senhor seja testemunhada em cada um de nossos atos, a minha fraqueza, a minha pouca capacidade de fazer o bem, anunciará que Deus ama o ser humano e morreu e ressuscitou por nosso amor. Essa misericórdia em cada obra, é louvor de Deus, faz o ser humano não somente ter vida no momento, mas o faz se encontrar com Deus, esse bem permanece para sempre (Sl 111).