domingo, 21 de fevereiro de 2016

4º Domingo da Quaresma C

4º Domingo da Quaresma C

1.                  Informações básicas
- O Pai Misericordioso
- Oração –  Cristo realiza a reconciliação, que o povo vá à Páscoa exultando de fé.
- Leituras: Js 5, 9-12; Sl 33; 2 Cor 5, 17-21; Lc 15,1-3.11-32.


Observações:
- fundamental neste domingo relacionar as leituras com o verdadeiro espírito litúrgico do Sacramento da Penitência.

2. Esquemas

1º Esquema
“Então caiu em si”... O filho após esbanjar os próprio bens, a própria vida (ton bion, v. 13), recorda-se da bondade do Pai com relação aos empregados, pois impedido de se alimentar do alimento dado a um animal impuro, ele vai ao encontro do seu próprio interior e toma a decisão do retorno (teshuvá), da conversão, e vai ao encontro do Pai misericordioso que o acolhe e perdoa-o com o gesto amoroso, o perdão foi dado, como na primeira leitura ele está de volta a sua terra prometida, não somente uma terra física, mas à casa do Pai, atendamos pois o apelo paulino e nessa quaresma deixemos, na plena liberdade, nos reconciliar com Deus, que o contemplar de sua face nos traga a alegria verdadeira.

2º Esquema
“Pai, pequei contra o céu e contra Ti”... Em Sagrada Escritura nada é por acaso, após a experiência da morte, o filho retorna ao Pai e quer ser tratado como um servo na sua confissão, porém após o acolhimento do Pai, o filho confessa, mas não diz mais para ser tratado como um empregado pois agora foi acolhido plenamente como um filho, retornou à família, foi perdoado, essa é a sensação de quem volta, retorna a casa do Pai, é uma terra prometida, não se precisa mais do maná, pois agora se come dos frutos da terra, o apelo quaresmal que tem na confissão sua expressão maior, para que pela reconciliação dada em Cristo nos tornemos justiça de Deus, e assim provemos hoje e na eternidade quão suave é o Senhor.

3º Esquema
“Mas o pai disse aos empregados....” Somos chamados a sempre nos reconciliar com Deus e uma vez reconciliados nos tornamos ministros da reconciliação como nos diz São Paulo, fazendo outros entrar na terra prometida do amor de Deus, devemos ser esses servos que reveste aquele que volta nu, como Adão que se descobre pecador, colocamos novamente o anel no dedo daquele que quebrou a aliança do Pai e por fim colocamos as sandálias nos seus pés, pois ele não é mais escravo. Como o sacramento da Reconciliação, fazer festa pois o filho retornou. Longe de nós acharmo-nos como filho mais velho que quer privilégios e cega-se ao amor que o Pai quer que tenhamos também, somos pecadores e nossa alegria deve ser a mesma do Pai, pelo pecador que retorna, e Bendizê-lo para sempre pois derramou sobre todos nós o dom da sua reconciliação. 

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