domingo, 21 de fevereiro de 2016

Tríduo Pascal

Tríduo Pascal

Tema geral a ser tratado no Tríduo Pascal

1. Entrega
Quinta-feira Santa - O Lava pés é nossa entrega no serviço, cujo cume é a Eucaristia, o corpo e sangue oferecidos por Jesus, prefigurado no Cordeiro Pascal, por isso erguemos o cálice fazendo memória dessa entrega.
Sexta-feira Santa -  “Ó Pai em tuas mãos entrego meu espírito” Adoramos o servo do Senhor, aquele que padeceu e morreu, como ovelha no matadouro, para a salvação do mundo, entrega do Grande Sacerdote que se oferece a si mesmo por nós.
Sábado Santo - A Entrega de deus pela humanidade começa com a Criação, chamando o ser humano a vida, passando pela entrega da fé de Abraão, e Deus que intervém para libertação do povo do Egito, sendo o resultado dessa entrega, a ressurreição, pois se mortos com Cristo no batismo, ressuscitaremos com Ele.
Domingo de Páscoa - O Testemunho da ressurreição perpassa  a História, junto com Maria Madalena e com Pedro, testemunharemos Jesus Cristo, morto e ressuscitado até o Dia em que nossa vida se revestir de glória e proclamarmos: “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos”.

2. Sacerdócio
Quinta-feira Santa - o Sacerdócio de Cristo é participado pelo Batismo e pela Eucaristia, queremos celebrar a Páscoa para que possamos pela graça recebida lavar os pés uns dos outros. O Sacerdócio ministerial deve ser vivido também a partir da celebração eucarística.
Sexta-feira Santa - Água e sangue jorram da cruz, até hoje queremos viver do Sangue e da Água que brotam da entrega do Servo, nessa água e sangue nos entregamos ao pai num verdadeiro sacerdócio.
Sábado Santo - Sacerdote, uma etimologia, é dar o sagrado, primeiramente nos é dado o sagrado na Criação, Abraão é exemplo da procura de exercer o sacrifício no seu filho Isaac, a saída do Egito é para celebrar no Sinai, até a Ressurreição, quando Deus será tudo em todos, já vivendo esse sacerdócio no batismo.
Domingo de Páscoa - O Testemunho da ressurreição perpassa  a História, junto com Maria Madalena e com Pedro, testemunharemos Jesus Cristo, morto e ressuscitado até o Dia em que nossa vida se revestir de glória e proclamarmos: “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos”.

3 Paz
Quinta-feira santa - a paz é estar plenamente unido a Deus, Verdade plena, plenitude de paz que se realiza no lava pés, no amor, pela força da Eucaristia.
Sexta-feira santa - o sofrimento do servo, ele carregou nossas feridas, Jesus é a realização, todo o sofrimento é para que a humanidade se reconciliasse com Deus, aí sim, podemos nos aproximar com toda a confiança do Trono de Deus.
Sábado Santo - a humanidade foi chamada a vida para estar em paz com Deus, com o pecado acontece uma ruptura, o sacrifício de Abraão, o sacrifício da Páscoa, até a morte e Ressurreição, é a história de Deus que quer o homem junto de si, em plena comunhão. Que a vivência do Batismo nos faça experimentar a Paz do Ressuscitado: A paz esteja convosco.
Domingo de Páscoa - O Testemunho da ressurreição perpassa  a História, junto com Maria Madalena e com Pedro, testemunharemos Jesus Cristo, morto e ressuscitado até o Dia em que nossa vida se revestir de glória e proclamarmos: “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos”.

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor C

Domingo de Ramos da Paixão do Senhor C

1.                   Informações básicas
- Cristo Rei pela sua Cruz
- Oração –  aprender os ensinamentos da Paixão do Senhor para chegar à ressurreição

- Leituras: Lc 19,28-40; Is 50, 4-7; Sl 21; Fl 2, 6-11; Lc 23,1-49.

Breve homilia



2. Esquemas

Tema geral: seguir os passos de Jesus em sua paixão e morte, para chegar à ressurreição (monição do início)

1. Apresentar Jesus como rei dos judeus e de todos nós, rei que tem como trono sua cruz, como descendente de Davi é o rei perfeito que dá a vida para a salvação de seu povo. Nós somos chamados a reinar com Ele.

2. O sofrimento de Jesus é redentor, passando pela humilhação das bofetadas e cusparadas, pela coração de espinhos, pela dor física da flagelação, até a dor suprema da morte da cruz para nos dar a graça de carregar a cruz.

3. A traição do amigo, daquele que come com ele, também a ridicularização da verdade, o suportar tudo isso leva a vencer a mentira que grassa no mundo. Num mundo cheio de mentira, o sofrer com Cristo pela verdade tem todo o sentido e não é em vão.

4. Os personagens da paixão são atuais, da omissão de Pilatos, à inveja daqueles que acusam, a mentira, o abandono dos amigos, são nossos sofrimentos, que unidos a Cristo se tornam salvadores também pela humanidade.

5. Dando um grande grito entregou o espírito, cada dia somos entregues a morte, cada dia passamos por momentos de sofrimentos físicos e morais, até o momento supremo da entrega ao Pai, que Jesus nos auxilie a aprender a morrer cada dia, até a nossa entrega suprema através Dele no Espírito.

Tudo isso, pode ser iluminado pela profecia de Isaías, no Canto do Servo, o sofrimento é físico e moral, que se cumpre em Cristo, esse Jesus, que assumiu toda a nossa humanidade para assim possamos participar da sua Divindade. No dia eterno quando cada um de nós poderá dizer “glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeita-o, toda a raça de Israel”.

5º Domingo da Quaresma C

5º Domingo da Quaresma C


1.                   Informações básicas
- Deixando o passado para trás tudo se faz novo
- Oração –  entregar-se a Deus na mesma entrega de Cristo
- Leituras: Is 43, 16-21; Sl 125; Fp 3,8-14; Jo 8, 1-11


2. Esquemas

1º Esquema
“Quem dentre vós não tiver pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”... Será que Jesus quis desconsiderar a lei, que afirma que uma mulher pega em adultério deve ser apedrejada? Jesus mostra pelo escrever na poeira que o vento leva, que na perspectiva da sua morte e ressurreição, os pecados são perdoados, e a pedagogia nova não é do castigo, do condenar sumário, mas propiciar o arrependimento de modo que a mulher possa ir para não pecar mais. Da mesma forma, Isaías ao povo que retornou do Exílio, o profeta convida a aprender com o passado, mas deixá-lo lá, porque Deus renova todas as coisas, da mesma forma nós caminhando para a Páscoa, devemos olhar para frente para a nossa ressurreição, o prêmio eterno considerando tudo como perda, olhar para Cristo e se unir a Ele. Por isso, que Deus nessa Quaresma nos perdoe, e que nossa vida numa conversão profunda mude como torrentes no deserto.

2º Esquema
“Eu também não te condeno” Deus não quer a perda de ninguém, Deus não quer condenar ninguém, a ânsia nossa por condenar é para esquecer os nossos próprios pecados, por isso são os mais velhos, que lembram bem da própria vida pecaminosa que largam em primeiro lugar as pedras, somos convidados ao arrependimento, a reconhecer que pecamos e não pecar mais, simplesmente. Como o olhar do exilado que no feliz retorno parece sonhar, esquece a Babilônia o lugar da escravidão e como diz Isaías são feitas coisas novas, da mesma forma São Paulo nos convida a conhecer Jesus Cristo e experimentar a força da sua ressurreição, esse é o nosso prêmio, para esse prêmio devemos ter os olhos fixos, que nossa caminhada para Páscoa nos dê essa alegria da vida nova.

3º Esquema
“Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão”. Houveram na história muitos movimentos que quiseram absolutizar a lei como se ela fosse a salvação, a lei passa, o Cristo ressuscitado escreve na terra a nova lei, que torna nossos pecados passageiro, porque a nova dinâmica é do perdão e não da condenação sumária pela lei. A lei foi feita para o homem e não o homem para a lei. Deus quer filhos e filhas livres que voltando do exílio do pecado não voltem mais para lá, mas que toda a criação renovada O louve para sempre. Da mesma forma São Paulo nos diz que a justiça não provem da lei, mas por meio da fé em Cristo, essa me justifica e torna-me livre para sempre. Que na Terra eterna, para sempre possamos louvar a Deus dizendo: “Maravilhas fez conosco o Senhor, exultemos de alegria!”

4º Domingo da Quaresma C

4º Domingo da Quaresma C

1.                  Informações básicas
- O Pai Misericordioso
- Oração –  Cristo realiza a reconciliação, que o povo vá à Páscoa exultando de fé.
- Leituras: Js 5, 9-12; Sl 33; 2 Cor 5, 17-21; Lc 15,1-3.11-32.


Observações:
- fundamental neste domingo relacionar as leituras com o verdadeiro espírito litúrgico do Sacramento da Penitência.

2. Esquemas

1º Esquema
“Então caiu em si”... O filho após esbanjar os próprio bens, a própria vida (ton bion, v. 13), recorda-se da bondade do Pai com relação aos empregados, pois impedido de se alimentar do alimento dado a um animal impuro, ele vai ao encontro do seu próprio interior e toma a decisão do retorno (teshuvá), da conversão, e vai ao encontro do Pai misericordioso que o acolhe e perdoa-o com o gesto amoroso, o perdão foi dado, como na primeira leitura ele está de volta a sua terra prometida, não somente uma terra física, mas à casa do Pai, atendamos pois o apelo paulino e nessa quaresma deixemos, na plena liberdade, nos reconciliar com Deus, que o contemplar de sua face nos traga a alegria verdadeira.

2º Esquema
“Pai, pequei contra o céu e contra Ti”... Em Sagrada Escritura nada é por acaso, após a experiência da morte, o filho retorna ao Pai e quer ser tratado como um servo na sua confissão, porém após o acolhimento do Pai, o filho confessa, mas não diz mais para ser tratado como um empregado pois agora foi acolhido plenamente como um filho, retornou à família, foi perdoado, essa é a sensação de quem volta, retorna a casa do Pai, é uma terra prometida, não se precisa mais do maná, pois agora se come dos frutos da terra, o apelo quaresmal que tem na confissão sua expressão maior, para que pela reconciliação dada em Cristo nos tornemos justiça de Deus, e assim provemos hoje e na eternidade quão suave é o Senhor.

3º Esquema
“Mas o pai disse aos empregados....” Somos chamados a sempre nos reconciliar com Deus e uma vez reconciliados nos tornamos ministros da reconciliação como nos diz São Paulo, fazendo outros entrar na terra prometida do amor de Deus, devemos ser esses servos que reveste aquele que volta nu, como Adão que se descobre pecador, colocamos novamente o anel no dedo daquele que quebrou a aliança do Pai e por fim colocamos as sandálias nos seus pés, pois ele não é mais escravo. Como o sacramento da Reconciliação, fazer festa pois o filho retornou. Longe de nós acharmo-nos como filho mais velho que quer privilégios e cega-se ao amor que o Pai quer que tenhamos também, somos pecadores e nossa alegria deve ser a mesma do Pai, pelo pecador que retorna, e Bendizê-lo para sempre pois derramou sobre todos nós o dom da sua reconciliação.