domingo, 30 de agosto de 2015

26º Domingo do Tempo Comum B

26º Domingo do Tempo Comum B

1. Informações básicas
- Ser cristão é agir bem
 - Oração – Deus mostra seu poder no amor e na misericórdia.
- Nm 11,25-29; Sl 18; Tg 5,1-6; Mc 9, 38-43.45.47-48.

1º Esquema
“Quem não é contra nós é a nosso favor”. Jesus nos exorta a ver a ação de Deus mesmo fora dos limites dos seus discípulos, afinal o Espírito sopra onde quer (cf. Jo 3, 8) e os discípulos devem ver essa ação do Espírito, ter o mesmo desejo que Moisés diante do ciúme de Josué, que todo o povo possa verdadeiramente profetizar, esse ciúme, esse zelo exagerado, é porque não temos o pensamento de Deus e nos prendemos no dizer de São Tiago ao luxo, aquilo que aparece e não à essência da vida, enfim que a Lei de Deus alegre o coração humano, em qualquer coração em que ela habita.

2º esquema
“quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo”. Jesus parte sua teologia de um copo de água, não importa quão insignificante possa ser a ação o importante é ver nos pequenos atos de amor a presença salvífica de Deus e não ficará sem recompensa, Moisés soube ver em Eldad e Medad a ação de Deus, nós muitas vezes presos ao ouro e a prata não conseguimos dar a devida importância aos pequenos atos de amor. Deus, cujo poder supremo é a misericórdia nos dê a graça de louvá-los nos pequenos atos da vida.

3º esquema
“Quem escandalizar um desses pequeninos”. Somos chamados a ver Deus nas pequenas coisas, mas também nos pequenos, naqueles que são amados por Deus a partir de sua condição de pequenez e de pobreza, ver naqueles que estão fora do acampamento a ação de Deus, se não assim o fizermos estamos indo contra o próprio Deus, e se for o caso de renunciar a opiniões, riquezas, ou pessoas, que não nos prejudicam nessa visão do Reino de Deus, deveriam ser retiradas, tudo o que  coopera na visão do amor de Deus, nos pequenos atos e nos pequeninos deve ser promovido em nossas vidas, enfim a Lei que é perfeita para nos ensinar a amar, ilumine nossas decisões.

25º Domingo do Tempo comum B

25º Domingo do Tempo comum B

1.                  Informações básicas
- O maior é o que serve
- Oração – A lei é o amor.
- Leituras: Sb 2,12.17-20; Sl 53; Tg 3,16-4,3; Mc 9, 30-37.



2. Esquemas

1º Esquema
“Se alguém quiser ser o maior seja aquele que serve” O Serviço maior de Jesus foi sua entrega na Cruz e sua ressurreição, nessa entrega queremos servir ao nosso próximo a exemplo do próprio Jesus, porém essa entrega nos trará sofrimento como traz o livro da Sabedoria, as ações justas e amorosas provocam a ira do mal, portanto que Deus nos dê a graça de realizar essas ações, pois no dizer de São Tiago o fruto da justiça é semeado pelos pacificadores, que louvam a Deus pelas suas ações.

2º Esquema
“Quem acolher em meu nome uma destas crianças...” Nós queremos servir, mas não se pode servir com um coração duro de escravo, esse serviço deve ser feito como se acolhe uma criança, na simplicidade e na entrega ao Pai, essa ação não ingênua mas inocente, é que possibilita um coração semelhante ao de Jesus e assim faremos obras de Justiça como nos diz São Tiago, essa entrega na simplicidade provoca a Ira do mal, pois revela a verdadeira natureza de suas ações, mas cremos que é Deus que sustenta nossa vida.

3º Esquema

“tinham discutido quem era o maior”. Quem tem a cabeça em grandezas e em orgulho não compreende a entrega sofredora do Filho de Deus na Cruz, por isso para sair desse orgulho somente entrando na dimensão da entrega no serviço abnegado ao outro, assim começamos a entender a Entrega do Filho de Deus, ver em tanto sofrimento e dor o amor supremo que se entrega ao Pai como uma criança, ver que mesmo na perseguição dos maus e do sofrimento, a injustiça e na condenação, se permanecermos em Deus, sabendo que Ele nos sustenta é o que importa, portanto que sejamos homens e mulheres praticantes da justiça e promotores da paz verdadeira. 

24º Domingo do Tempo Comum B

24º Domingo do Tempo Comum B


1.       Informações básicas
- O Messias sofredor
- Oração – sentir em nós o amor de Deus para servir.
- Is 50, 5-9; Sl 114; Tg 2,14-18; Mc 8, 27-35.

Observação exegética – “Vai para longe, Satanás” (Upage opiso mou, Sataná), a tradução literal do original seria uma ordem para Pedro ir para trás de Jesus, pois Pedro, conforme o aramaico satanás (opositor) estaria impedindo Jesus (escandalon) de seguir o caminho da obediência ao Pai, o caminho da Cruz.

1º Esquema
“E vós quem dizeis que eu sou?”... Qual a imagem de Messias que temos, Pedro, movido pelo Espírito, proclama que Jesus é o Messias, aquele que devia vir, mas não aceita a imagem de Messias que nos é proposta pelo profeta Isaías, sofredor e que tem a plena ajuda de Deus, por isso somos convidados a seguir esse Messias, carregando nossa cruz na renuncia de nós mesmos, e não numa fé mágica que somente quer se livrar do sofrimento. Que Deus nos dê a graça de em meio aos sofrimentos saber que sempre estamos em sua presença.

2º esquema
“Tu não pensas como Deus...”.  Jesus é o Messias, é o Cristo de Deus, aquele pleno do Espírito que nos dá o Espírito Santo, mas o é na visão de Isaías que em meio a sofrimentos sabe que Deus o ajuda, que é seu auxiliador, somos convidados a não nos opor a esse projeto mas renunciando a nós mesmos, renegando nossa própria vida, carregar a nossa cruz, suportar os sofrimentos da vida, mas não numa visão masoquista, mas sim para fazer obras da Fé como nos diz São Tiago, senão acabamos tendo uma fé morta baseada num Messias mágico. E assim saber que carregando a Cruz andamos na presença do Deus dos vivos.

3º esquema
“Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”... Jesus é o Messias que através de uma Entrega livre em meio a sofrimentos nos salva, cumprindo a profecia de Isaías, somos cristãos, para nós esse é o Messias, e por isso somos convidados em liberdade a segui-lo (Se queres...), nesse seguimento devemos renegar a nós mesmos, assumir os sofrimentos de nossa opção e seguir o itinerário de Entrega do Salvador, nessa medida nossa fé será verdadeira, isto é, a nossa fé no Cristo Jesus deve ser uma fé que opera pela caridade (cf. Gl 5, 6),  uma fé que nos faz andar na presença do Deus vivo e um dia viver com Ele para sempre na terra dos vivos. 

23º Domingo do Tempo Comum B

23º Domingo do Tempo Comum B

1.       Informações básicas
- Ouve Israel
- Oração – A verdadeira liberdade.
-  Is 35,4-7; Sl 145; Tg 2,1-5; Mc 7,31-37

1º Esquema
Éfata... Jesus é o cumprimento da profecia de Isaías, pois Deus vem até seu povo para dar nova vida e fazer os surdos ouvirem, é pelo ouvir que aprendemos a falar, é pelo ouvir que apreendemos a Palavra de Deus que mudando nosso coração nos faz falar, nos faz relacionar com o próximo e assim verdadeiramente amar, como na  Carta de São Tiago, se não ouvimos que Deus escolhe o pobre, a viúva e o órfão, fazemos escolhas erradas, somos surdos.

2º esquema
Abre-te... Não somos nós que abrimos nossos próprios ouvidos, deixemos Cristo abrir nossos ouvidos para tenhamos um novo relacionamento com o mundo, para que nossas expressões de amor mudem, o vacilar como no dizer de Isaías surge de nosso egoísmo, por isso necessitamos que o Messias abra o nosso ouvir e tenhamos um relacionamento pleno com o mundo, na mesma linha nos diz São Tiago “Meus queridos irmãos escutai...” se não temos discernimento para acolher o pobre é porque somos surdos a Deus que escolheu os pobres.

3º esquema
“Ele tem feito bem todas as coisas” Jesus é o Messias, é o cumprimento de todos os sonhos de salvação presentes no Antigo Testamento, como os da primeira leitura do profeta Isaías, fazer-nos ouvir é fazer-nos falar, ajudando-nos a nos reintegrar novamente à sociedade e ao relacionamento humano, se assim é, temos que também ajudar outros a reintegrarem-se novamente ao relacionamento humano e não excluindo pessoas, por isso que Deus nos cure o ouvir para que possamos todos Bendizer ao Senhor com toda a nossa vida.