quarta-feira, 17 de junho de 2015

18º Domingo do Tempo Comum B

18º Domingo do Tempo Comum B

1. Informações básicas
- Deus alimenta seu povo
- Oração – Inesgotável bondade de Deus na criação.
- Is 55, 1-3; Sl 144; Rm 8, 35.37-39; Mt 14, 13-21

Maná – (heb. man) o pão do céu ou a pergunta “o Que é?”

1º Esquema
“Eu sou o pão da vida” Jesus se apresenta como o verdadeiro maná, como aquele que vem para saciar toda e qualquer fome humana, toda a necessidade humana, necessidade que faz como na primeira leitura o ser humano reclamar contra Deus, e a reposta de Deus é o maná, o pão do céu, a mesma incredulidade Jesus encontra naqueles que procuram não o sinal de Deus, mas a simples satisfação da necessidade, por isso o nosso pensamento deve ser de homens novos que sabem ver os sinais de Deus em meio às limitações da vida.

2º esquema
“Senhor, dá-nos sempre desse pão”. A nossa limitação humana faz-nos gritar para Deus para satisfazer as nossas necessidades, podemos gritar murmurando, reclamando porque Deus não nos satisfaz, ou clamar a Deus por uma satisfação que vá ao centro de nossas necessidades, que o sinal de Deus pode indicar, que é a presença salvadora de Deus em nosso meio e hoje a Eucaristia, o nosso pensamento portanto, não deve ser de homens velhos que somente querem a satisfação das necessidades e a instrumentalização de Deus, mas de homens novos que lêem os sinais de Deus e buscam em meio às criaturas o próprio Deus, por isso peçamos que Deus nos dê o pão do céu.

3º esquema
“Estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes e ficastes satisfeitos”. Hoje vivemos numa época em que a frase “Pare de sofrer!” torna-se a regra, Jesus vai na contra mão disso, e exorta que devemos procurar o pão do céu sim, mas não somente para satisfação de pessoas que reclamam que viviam na escravidão mas tinham o que comer, mas que possam ver os sinais de Deus, a bondade de Deus em vir ao encontro da suas criaturas, somente o pão do céu, o próprio Jesus pode plenificar o ser humano e torna-lo novo de dentro para fora, por isso que a Eucaristia, a Palavra que se faz carne, torne-nos homens novos e plenos.

17º Domingo do Tempo Comum B

17º Domingo do Tempo Comum B

1. Informações básicas
- Deus alimenta seu povo
- Oração – Ó Deus sois o amparo dos que em vós esperam.
- Leituras: 2Rs4,42-44; Sl 144; Ef 4,1-6; Jo 6,1-15

1º Esquema
Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os... A multiplicação dos pães apresentada no Evangelho de João inicia o discurso da Eucaristia, Deus vem, como na primeira leitura, através de seu profeta saciar a fome de seu povo, vem ao encontro das necessidades mais profundas do ser humano, vem saciar todas as fomes, para assim formar um só povo como nos diz São Paulo, um só Deus que age em todos, por isso, louvemos o Senhor que é santo em toda obra que Ele faz.

2º esquema
Encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães... o cinco é sinal de Liberdade na Bíblia, somente uma pessoa que tem o próprio sustento, e em todas as áreas da vida pode ser livre, e ninguém é livre para viver no egoísmo, mas é livre para formar um povo, “comerão e ainda sobrará”, conforme a primeira leitura,  por isso são doze os cestos que sobram, a intervenção salvadora de Deus vem formar um povo, um só corpo e um só Espírito, por isso, pode-se rezar com o Salmo, que Deus vem para saciar seus filhos.

3º esquema
“Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” ... Jesus poderia ter feito o milagre sem pães fornecidos por ninguém, mas Deus parte sempre da nossa própria pobreza, a partir do que oferecemos Deus multiplica, porque quer a nossa participação, mesmo duvidosa como no Evangelho ou na primeira leitura na dúvida como distribuir a todos a partir de tão pouco, e é partir do nosso pouco que vamos construindo o Corpo de Cristo que é a Igreja, nada acontece por mágica, por isso de Deus esperamos e clamamos a salvação (salmo e Oração do Dia).

16º Domingo do Tempo Comum B

16º Domingo do Tempo Comum B

1. Informações básicas
- O Pastor tem compaixão de suas ovelhas
- Oração – Repletos de fé, esperança e caridade.
-  Leitura Jr 23,1-6; Sl 22; Ef 2, 13-18; Mc 6,30-34.

Jesus teve compaixão - splagchnizomai  - O amor como Entrega consiste em primeiro lugar em ver, em estar atento à realidade do outro. Depois se mover de compaixão, todo o nosso ser estar voltado para auxiliar o outro em sua real necessidade, doar a nossa vida, tempo e qualidades para satisfazer as verdadeiras necessidades do próximo, para que o necessitado tenha vida e possa tornar-se assim um ser humano livre.

1º Esquema
Jesus teve compaixão... A compaixão como dito acima, é a identificação plena com o sofrimento do outro de tal modo que as entranhas tremem, Jesus ao ver a necessidade das ovelhas, sente compaixão e ensina-lhes muitas coisas, vai ao encontro das necessidades mais profundas do ser humano, cumprindo a profecia de Jeremias que promete novos pastores e que um descendente de Davi reinaria sobre as ovelhas abandonadas, Jesus pela sua cruz e ressurreição concretiza essa profecia, no dizer de São Paulo em sua carne destrói toda divisão e torna os seres humanos um só povo, o Senhor se torna nosso verdadeiro pastor.

2º esquema
Porque eram como ovelhas sem pastor... A ovelha é um animal limitado, dependente e frágil, por isso ao compadecer-se do povo porque eram ovelhas sem pastor, Jesus vai ao encontro da fragilidade de ovelhas que não tem quem as guia e as alimente, as reúne e realiza a salvação messiânica prometida por Jeremias, Jesus é a nossa paz, aniquila em sua entrega na Cruz toda divisão e torna as ovelhas um só rebanho, Ele é o pastor que nos conduz e não nos falta coisa alguma.

3º esquema
Correram a pé e chegaram lá antes dele... Em nossa mente deve estar o olhar de Jesus e seu compadecimento pelas pessoas que procuram salvação, salvação que é plenitude de vida que as ovelhas querem, estão abandonas, exploradas por pastores e dispersas expostas a perigos e lobos, Jesus pela sua compaixão as salva, pelo gesto e pela palavra, como um verdadeiro pastor descendente de Davi, reúne as ovelhas em só rebanho, não há mais divisão, a paz é realizada e a unidade em Deus, que é a mesma coisa, o Senhor é o pastor e prepara uma mesa para a convívio eterno de suas ovelhas.  

15º Domingo do Tempo Comum B

15º Domingo do Tempo Comum B

1. Informações básicas
-  O Envio missionário
- Oração – a luz da verdade para ser cristão.
- 1ª Leitura Am 7, 12-15; Sl 84; Ef 1, 3-14; Mc 6, 7-13

1º Esquema
Jesus chamou os doze e começou a enviá-los... Ninguém tem autoridade para pregar a Palavra de Deus por si mesmo, somos chamados e enviados por Jesus, e nessa autoridade a Igreja prega a Palavra e realiza a ação salvadora do Senhor, esse processo não é tranqüilo há perseguições como no caso do profeta Amós que não é aceito no Santuário de Betel, nós porém temos a certeza de que o Senhor sempre nos acompanha e que com a missão cooperamos para que tudo seja recapitulado em Cristo e que no final e verdade e o amor se abraçarão.

2º esquema
Recomendou-lhes que não levassem nada... O Senhor é o protagonista da missão, somos missionários pelo Batismo nele, como Amós nos consideramos indignos e certos de que é o Senhor quem nos constitui, por isso a crença na Providência de Deus é essencial para aquele que prega a Palavra de Deus, crença de que é o Senhor quem age nos corações pois ele predestinou a sermos seus filhos adotivos, todos são vocacionados a essa filiação e o pregador vai anuncia exatamente esse chamado, somos missionários na graça de Deus e anunciaremos, em palavras e obras, que a Bondade do Senhor está presente.

3º esquema
Então os doze partiram e pregaram... Jesus é enviado ao mundo para salvar a todos e nele como diz São Paulo, tudo será recapitulado, somos também em Igreja enviados a pregar e realizar os sinais de Salvação, na ciência de que anunciamos para aqueles que querem assumir-se filhos de Deus, por isso aqueles que não querem são entregues à própria liberdade, pois ninguém pode ser obrigado a aderir e nem a ser missionário, como diz Amós, ele é pastor e foi convocado pelo Senhor a autoridade vem do próprio Senhor para anunciar a Salvação, a verdade e o amor. 

14 º Domingo do Tempo Comum B

14 º Domingo do Tempo Comum B

1.                  Informações básicas
- O profeta não é estimado em sua pátria
- Oração –  Dai aos que libertastes as alegrias eternas
- Leituras: Ez 2, 2-5; Sl 122; 2 Cor 12, 7-10; Mc 6, 1-6..



2. Esquemas

1º Esquema
 O profeta não é estimado em sua pátria... Os seres humanos não conseguem ver os sinais de Deus em sua própria vida, como diz o profeta Ezequiel há um coração duro no povo que impede de ouvir a Deus e ver seus sinais, e assim sendo não se submetem, da mesma maneira os conterrâneos de Jesus se prendem a humanidade de Jesus, aquilo que eles conheciam e não assumindo a própria fraqueza não conseguem ver a ação de Deus, portanto não tem fé, ter os olhos fitos no Senhor.

2º Esquema
E admirou-se com a falta de fé deles... Fé é entrega nas mãos de Deus, para isso ser feito temos que contemplar a Deus em nossa própria vida, na medida que nos apegamos às aparências não conseguimos ter fé por não “ver” a ação de Deus, por isso é necessário muitas vezes espinhos na carne, esbofeteamento de satanás para aceitando a própria fraqueza, aquebrantando corações possamos aí sim, a partir da nossa fraqueza deixar Deus agir em nós, experimentar a piedade do Senhor.

3º Esquema
“De onde recebeu tudo isso?” Como humanos que somos na nossa vida, percorrendo os anos, temos que transpor muralhas, isto é, ultrapassar as aparências humanas e ver a ação bondosa de Deus nos sinais de amor, das curas e milagres, porém nosso orgulho, a nossa autossuficiência provocam uma dureza de coração e uma cabeça dura que não se dobra perante Deus, por isso como São Paulo, devemos nos comprazer na fraqueza para que a graça de Deus habite em nós e assim podermos ter os olhos fitos no Senhor até que Ele tenha de nós piedade.