terça-feira, 7 de outubro de 2014

29º Domingo do Tempo comum A

29º Domingo do Tempo comum A

1.                   Informações básicas
- Dar a Deus o que é de Deus
- Oração – A graça de servir a Deus.
- Leituras: Is 45, 1.4-6; Sl 95; 1 Ts 1, 1-5; Mt 22, 15-21.


2. Esquemas

Observação exegética – Dar a Deus o que é de Deus. As moedas eram cunhadas com a efígie do governante, imprimir uma imagem supõe que aquele metal toma do poder da autoridade para poder ser trocado como dinheiro. No caso, dar a Deus o que é de Deus, nós temos a imagem de Deus cunhada em nós, conforme a passagem de Gênesis: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”.[1] Por sermos imagem de Deus, dar a Deus é fazer o ser humano, toda a sua vida ser entregue a Deus como um culto agradável (cf. Rm 12, 1).


1º Esquema
“Dar a César o que é de César”. Como na passagem do Administrador Infiel, somos chamados a aprender a lidar com a riqueza injusta, isto é, com o dinheiro, para aprendermos a lidar com a verdadeira riqueza que é o próprio Deus (cf. Lc 16, 11), por isso somos chamados a ordenar aquilo que é terreno para Deus, na medida que aprendemos a aplicar essa lei das prioridades nos tornamos verdadeiramente cristãos, e como o Segundo Isaías viu em Ciro um enviado de Deus, ver nas limitações do mundo a ação de Deus, aí sim teremos firmeza em nossa esperança, e louvaremos perfeitamente a Deus num canto novo.

2º Esquema
“Dar a Deus o que é de Deus”. A partir do que dissemos acima na observação exegética somos chamados a ver em nós e em cada ser humano a imagem de Deus, a dar o devido valor a isso, portanto dar a Deus é fazer convergir tudo a Ele, é reconhecer que até no doente ou no prisioneiro está a presença de Deus, assim conseguimos relativizar a vida, o poder e a riqueza, como no caso de Ciro, e saber que somente há um só Deus que governa o Universo e ter uma verdadeira caridade servindo a Deus nos irmãos. Isto é a verdadeira glória de Deus.

3º Esquema
Hipócrita, porque me preparais uma armadilha? Se Jesus respondesse simplesmente que era lícito pagar imposto ele estaria a favor do poder opressor, por outro lado, se dissesse que não se deveria pagar imposto seria qualificado como subversivo. Nossas análises tem que seguir a de Jesus, a resposta não é um simples não ou sim, mas saber colocar as coisas no seu devido lugar e fazê-las convergir para Deus. Assim fez o profeta Isaías vendo num governante persa a ação de Deus e São Paulo vê a ação de Deus em Tessalônica, é essa esperança da ação de Deus que nos faz rezar o salmo e pedir que todas as famílias das nações glorifiquem a Deus.



[1]Sociedade Bíblica do Brasil. (1995; 2005). Almeida Revista e Corrigida (Gn 1:27). Sociedade Bíblica do Brasil.

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