segunda-feira, 30 de setembro de 2013

27º Domingo do Tempo Comum C

27º Domingo do Tempo Comum C

1. Informações básicas
- a Fé
 - Oração – Derramai a sua misericórdia.
- Hbab 1,2-3;2,2-4; Sl 94; 2 tm 2,1,6-8.13-14.

Nota exegética.
Evangelho – Servos Inúteis – acrheios –  No Antigo Testamento a única vez que aparece esse vocábulo é quando Davi se diz inútil quando é recriminado por Micol por dançar em frente da Arca da Aliança (2 Sm 6,22);

1º Esquema
“Aumenta a nossa fé”... Fé é colocar a nossa vida sobre Deus, crer que sua soberania sobre a nossa vida é total, por isso, diante de problemas enormes, como nos traz o Profeta, ouviremos que em meio às inquietações da vida o justo viverá por sua fé, mais precisamente na tradução grega a partir da fé, tudo na vida do cristão deve ter como critério de discernimento a fé, ter a Deus como fonte de nossa vida, por isso diante de tantos problemas que nos tiram a paz, como diria São Francisco de Assis, é porque colocamos esses problemas no lugar de Deus e somos chamados então a não fechar o coração como em Meriba e clamar que o Senhor reaviva o Dom da fé que há em nós pelo Batismo.  


2º esquema
“Se vós tivésseis fé...” A fé mesmo pequenina, nos faz ter a Deus como sustentáculo, e assim as decisões do nosso coração serão como as decisões do coração de Deus, e assim obviamente o que pedíssemos a Deus ele no concederia, o justo é chamado então a viver a partir da fé mesmo que os problemas se avolumem a tal ponto, como o grito do Profeta, que é tão atual “Violência”, e assim que a Palavra de Deus, o que recebemos da Igreja fortaleça e reaviva a nossa fé para darmos testemunho da verdade, e aclamar o Senhor que nos criou.

3º esquema

“Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer”... Quem tem o coração unido a Deus sempre há de reconhecer que tudo o que faz de bem é graça de Deus, por isso é obrigatório para aquele que tem fé reconhecer que é apenas um instrumento nas mãos de Deus, Deus é quem opera o bem através de cada um de nós, é por isso que devemos testemunhar que somos apenas servos inúteis, e que fazemos tudo por e na graça de Deus. Portanto, o justo, aquele que pensa e decide unido a Deus, vive a partir da fé e toda a sua decisão se baseia na Palavra de Deus, assim peçamos que a Deus que nosso coração não se feche, mas aberto à graça seja reavivado o Dom da nossa fé.  

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

26º Domingo do Tempo Comum C

26º Domingo do Tempo Comum C

1. Informações básicas
-  Destino dos que dominam os pobres
 - Oração – Deus mostra seu poder no amor e na misericórdia.
- Am 6,1.4-7; Sl 145; 1 Tm 6,11-16; Lc 16,19-31.

Observação exegética – Lázaro (Eleazar) “Deus é meu socorro, auxílio” ou “ a quem Deus socorre”.
- Esta parábola é uma ótima oportunidade para esclarecer sobre vida e morte eternas; e contra pretensões reencarnacionistas. 

1º Esquema
“Manda Lázaro ...” A personalidade avara não consegue ter uma dimensão de gratuidade, mas como na primeira leitura os que são ricos e se prendem aos bens materiais, despreocupadamente se sentem seguros em sua riqueza e não se importam com as dificuldades dos pobres e até os dominam, esse rico, mesmo no inferno quer instrumentalizar o pobre Lázaro para seu auxílio, não mudou o seu pensar, fez de sua decisão uma decisão eterna. Por isso somos convocados a sermos homens e mulheres de Deus que fogem da perversão e procuram a justiça e o amor que louvam a Deus, que ama os pobres, os órfãos, as viúvas e o estrangeiro.

2º esquema
“Há um grande abismo”... Há um grande abismos entre aquele que se prende aos bens terrenos, os idolatra, como na primeira litura preso ao vinho, perfume, não se preocupa com a ruína da casa de José, em sua decisão o rico não importa com o pobre e se fecha em si mesmo, enquanto o pobre que não tendo nada, não tendo nenhum consolo nesta terra se entrega totalmente a Deus, essas decisões terrenas tem conseqüências eternas, o rico é atormentado porque buscou apenas a si mesmo, o pobre é consolado pois teve em Deus a única verdade,  o Deus que dá a vida a todas as coisas, que cada um de nós se une ao Deus que ama o pobre, os despojados, e assim bendigamos a Deus para sempre.

3º esquema
“Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem”...Nossas decisões podem nos condenar, por isso a Sagrada Escritura (Moisés e profetas) devem nos guiar para fazer o bem, amar os pobres, e não se apegar a coisas que passam, não é a aparição de um defunto que vai mudar a decisão humana, mas a convicção de que Deus existe, se revelou e que no final a eternidade nos espera, isso vai nos libertando de apegos a perfumes, comida ou bebida, e nos leva a verdadeiramente amar a justiça e a misericórdia, conforme a segunda leitura, para assim bendizer a Deus para sempre.   


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

25º Domingo do Tempo comum C

25º Domingo do Tempo comum C

1.                  Informações básicas
- Fiel nas pequenas coisas para ser fiel nas grandes
- Oração – A lei é o amor.
- Leituras: Am 8, 4-7; Sl 112; 1 Tm 2,1-8; Lc 16, 1-13


2. Esquemas

1º Esquema
“Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acaba, eles vos receberão nas moradas eternas”... A parábola do administrador infiel vem mostrar que é necessário utilizar o dinheiro injusto, isto é, os bens terrenos para criar laços de amizade, de amor ao próximo, e isso nos garante a morada eterna, a esperteza do administrador infiel está exatamente em criar laços de amizade através de favores temporais, os bens tem que estar a serviço do ser humano para o bem, e não o contrário, por isso a condenação da mesquinhez que Amós faz, os avaros que querem dominar os pobres, utilizar-se deles como coisas, por isso o desejo deve ser sempre de querer, como Deus quer, que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, e os bens terrenos devem estar a serviço desta salvação, que Deus que levanta o pobre seja bendito para sempre. .

2º Esquema
“se vós não sois fiéis no uso  do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem?”... Diante do administrador infiel que utiliza o dinheiro para fazer amizades, nós cristãos deveríamos utilizar a esperteza, a inteligências, dos filhos do mundo nas coisas do céu, colocar todo o empenho e justiça na busca do bens eternos, por isso, não ser capaz de usar o dinheiro injusto, é não saber utilizar os bens do mundo para fazer o bem ao próximo, isto é, amar para conseguir o bem eterno, quem não sabe usar os bens do mundo dessa forma não conseguirá a eternidade, quem só tem ambição de vender e comprar, alimentando o próprio egoísmo às custas da vida do pobre só pode receber como recompensa o inferno, por isso o desejo do cristão deve ser a salvação eterna de todos, ter um coração aberto a fazer o bem que tenha como efeito a salvação eterna de todos, que tenhamos o coração de Deus que ama os pobres e os retira do lixo para assentar-se com os nobres.

3º Esquema
“Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes”...a fidelidade a Deus não se presta por perfeccionistas doentis, mas em pessoas que administram os bens terrenos em vista das grandes coisas que é a eternidade, a injustiça nos bens terrenos que são passageiros cega a pessoa para a eternidade, por isso a condenação de Amós é mais atual do que nunca, quem explora o pobre para conseguir bens, quem usa as pessoas como instrumento da própria cupidez, machuca o coração de Deus, pois Deus ama os pobres, e quer que todos os homens sejam salvos, nós também devemos ter o mesmo querer de Deus, a salvação integral do ser humano, plenitude de vida aqui na terra com vida abundante e a vida eterna junto  a Deus.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

24º Domingo do Tempo Comum C

24º Domingo do Tempo Comum C


1.       Informações básicas
- Deus quer a conversão do pecador
- Oração – sentir em nós o amor de Deus para servir.
- Is 50, 5-9; Sl 114; Tg 2,14-18; Mc 8, 27-35.


1º Esquema
“Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”... Para ilustrar sua posição de acolher os pecadores e fazer parte da vida deles através da refeição Jesus conta a parábola da ovelha perdida na qual Deus vai atrás do pecador, porque quer a sua conversão e cura suas feridas, ilustrando de outra maneira Deus, como o Pai amoroso respeita a liberdade humana de ir e gastar a própria vida, mas quer sua volta, como no livro do Êxodo Deus mesmo diante da idolatria do povo, demonstra sua plena misericórdia desistindo de destruir o povo por seu pecado, da mesma forma Paulo torna-se um grande apóstolo porque experimente a grande misericórdia do Senhor, que cada um de nós experimente a misericórdia do Senhor e que o imensidão do amor nos purifique.

2º esquema
“Então caiu em si e disse...” O filho mais novo, pede a herança, com seu gesto pede a morte do pai, gasta tudo, mas recordando a bondade de seu pai, cai em si e decide voltar, acolhido pelo pai, este impulsionado pela misericórdia, reintegra o filho colocando o anel, a volta a aliança com a casa, liberta-o da escravidão (sandálias) e reintegra-o à graça (vestes), tudo em clima de festa, porque Deus faz festa para o pecador que volta, da mesma maneira Moisés clama pela misericórdia de Deus e nessa misericórdia Deus reintegra seu povo, somos convidados pois como São Paulo a entrar dentro de si e descobrir que somos pecadores, para assim deixar a misericórdia de Deus nos salvar, por isso ofereçamos a Deus nosso coração ao Pai das misericórdias.

3º esquema

“Filho, ... tudo o que é meu é teu”... Deus acolhe com festa o filho que volta, e quer que cada um nós faça festa para o pecador que retorna, por isso ao filho mais velho que tem o coração duro, o pai apela, tudo o que é meu é teu, inclusive o coração deve ser o mesmo. Moisés teve esse coração compassivo pelo povo, mesmo Deus oferecendo sair dele uma nação, São Paulo também experimentando a misericórdia de Deus no perdão por ter perseguido a Igreja, proclama o evangelho que transbordou a graça e o amor em Cristo Jesus, nós também devemos ser os proclamadores da misericórdia de Deus e como os servos ajudar o Pai a acolher o pecador que volta, com o anel, a roupa e as sandálias reintegrando-o à família de Deus.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

23º Domingo do Tempo Comum C

23º Domingo do Tempo Comum C

1.       Informações básicas
- Escolher o Reino de Deus
- Oração – A verdadeira liberdade.
-  Sb 9, 13-18; Sl 89; Fm 9-10.12-17; Lc 14, 25-33

1º Esquema
“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e até da sua própria vida... Desapegar-se, colocar num lugar abaixo de uma outra escolha, é colocar a lei das prioridades na própria vida, a prioridade é o Reino de Deus, o restante deve se ordenar a Ele, por isso a comparação na construção de uma casa ou o rei que vai para a guerra, o planejamento das prioridades deve invadir a vida espiritual, essa é a verdadeira sabedoria, e só pelo Espírito Santo, podemos nos desapegar até da própria vida e se entregar para Deus, é esse desapego santo que Paulo pede para Filêmon com relação ao escravo Onésimo, Paulo apela para a sua relação com Deus e o bem que Onésimo está fazendo, esse raciocínio, essa lei das prioridades espirituais somente pode ter quem se abre ao Espírito da Sabedoria e experimenta que somos erva verde que cresce e desparece, só Deus basta.

2º esquema
“Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim não pode ser meu discípulo”... O Cristianismo não é feito de voluntarismo, vontades levadas pelo vento, folhas sacudidas pelo vento, mas sim uma determinada determinação (Santa Teresa de Jesus) em seguir Jesus carregando a cruz, o sofrimento por fazer o bem para a salvação do próximo, esse seguimento  com vontade determinada, com a Sabedoria que só pode vir de Deus, é feito com planejamento, com o conhecer da situação de vida e as prioridades da vida espiritual, a exemplo de Paulo, podemos mesmo presos, perseguidos e carregando a cruz, mostrar a verdade da prioridade que é o bem de Onésimo, sua salvação, que Deus nos ensine sua sabedoria para aprendamos a decidir pelo bem, e assim nossos trabalhos serem fecundos.

3º esquema

“Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo”. O Reino de Deus deve ser prioridade em cada decisão que tomamos na vida, por isso, para conseguir esse Reino nossas prioridades devem ser organizadas sempre em função do Reino, é essa a prioridade do nosso planejamento de vida, isto é a Sabedoria que Deus nos ensina pelo seu Espírito, como o discurso de Salomão na Leitura do Livro da Sabedoria, Sabedoria de escolha que leva a Paulo, conciliar Filêmon, o patrão, com seu escravo, Onésimo, em primeiro lugar o Reino de Deus e o relacionamento que ele exige. Que Deus ensine-nos a contar os nossos dias, mostre nossa fragilidade, e assim derrame em nós sua Sabedoria para que cada um de nós tome a decisão correta pelo bem do Reino de Deus.