terça-feira, 23 de julho de 2013

Assunção de Nossa Senhora

Assunção de Nossa Senhora

1. Informações básicas
- Maria assunta em corpo e alma ao céu
- Oração – Pela assunção ater-nos às coisas do alto.
-  Ap 11,19; 12, 3-6.10; Sl 44; 1 Cor 15, 20-27; Lc 1, 39-50.

1º Esquema
A minha engrandece... Maria imaculada não poderia conhecer a corrupção da morte por causa do pecado, Ela pode verdadeiramente engrandecer o Deus de justiça e misericórdia que quer levar seu povo à plenitude da comunhão eterna, representado pela mulher revestida de Sol. Se Jesus é a primícia da ressurreição sua mãe o segue, e nós também contemplando a rainha ao lado do rei eterno, devemos nos ater às coisas do céu aqui para um estarmos eternamente com eles.

2º esquema
A mãe do meu Senhor, aquela que tem um relacionamento íntimo com o Senhor no corpo e no coração, não poderia ter pecado e portanto nos precede na plenitude do seremos, isto é, em corpo e alma no céu, mas não individualmente somente, mas como povo, como as 12 estrelas em sua cabeça, estaremos em Deus, por isso a Assunção aponta para a plenitude da nossa vida e ao olhar para nossa Mãe que essa esperança seja derramada em nossos corações.

3º esquema
Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes, a humilde serva do Senhor é elevada ao céu, somente aquele que verdadeiramente confia em Deus a partir de uma humildade a toda prova, pode ser elevado ao céu, ninguém se eleva ao céu, por isso Maria é assunta, é assumida, tomada, somente aquela que sabe-se iluminada por Deus pode chegar então até ele, nós também sigamos os passos de Maria em direção à nossa ressurreição somente, na humildade, assumindo o que somos podemos chegar a essa ressurreição, que aquela que está ao lado do rei nos ensine o caminho.

19º Domingo do Tempo Comum C

19º Domingo do Tempo Comum C

1. Informações básicas
- Ficai preparados
- Oração – Considera vossa aliança e dai-nos um coração de filhos.
-  Sb 18, 6-9; Sl 32; Hb 11,1-2.8-19.

1º Esquema
“Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas”... A nossa visão de vigiar, estar preparados, muitas vezes é do servo mau da parábola dos talentos, é uma espera de medo e ódio ao senhor, nossa espera é estar de rins cingidos, estar a serviço dos irmãos assim agradaremos ao Senhor e por outro lado uma espera de lâmpadas acesas, imbuídos pela Palavra de Deus, iluminados por Ela tomaremos decisões corretas e justas nesse serviço, assim foram os que experenciaram a libertação pascal do Egito, e nós queremos também esperar como os santos esperaram, com fé plena, fé que leva a atos de bondade, como diz a Carta aos Hebreus, já possuímos realidade que não se veem, como? Pelo nosso agir em Deus, como nos é mostrado em tantos exemplos, por isso que sejamos justos que se alegram no Senhor.

2º esquema
“Ficai preparados”... O Senhor nos convida a estarmos preparados, isto é, em serviço e não dormindo ou bebendo ou castigando outros, o melhor modo é esperar na caridade baseada na fé, como vemos nos exemplos de Abraão que obedeceu e partiu para  terra, ou de Sara que acreditou na promessa mesmo sendo estéril, e tantos outros homens e mulheres de fé, que colocaram não somente uma crença qualquer na existência de Deus, mas que se entregaram totalmente a Ele, como aqueles que na noite da libertação do Egito, em meio a aflições creram e celebraram, pois temos fé que Deus pousa o olhar sobre os que o temem.

3º esquema
“O Filho do homem vai chegar na hora em que menos esperardes”... Fé é expectativa, é esperar o Senhor voltar, por isso não adianta querer saber o futuro, o dia da morte, e numa tentativa infantil querer ter o destino nas próprias mãos, mas o certo é ter fé e nessa fé, por obras de justiça, iluminados pela Palavra, esperar o Senhor voltar, como Abraão, crer na promessa e seguir em frente, viver essa vida já na posse da eternidade, das coisas do céu, essa deve ser a vida do cristão, por isso clamamos “Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!”.


18º Domingo do Tempo Comum C

18º Domingo do Tempo Comum C

1. Informações básicas
- A Essência da vida
- Oração – Inesgotável bondade de Deus na criação.
- Ecl 1,2; 2,21-23; sl 89; Cl 3,1-5.9-11; Lc 12, 13-21


1º Esquema
“Tomai cuidado contra todo tipo de ganância”...O ser humano é um ser necessitado e quer a todo o custo ter o poder de conservar a própria vida, por isso a ânsia de ter muitos bens é uma ilusão, a vaidade que nos diz o autor do Eclesiastes, que pensando ter muito bens conservará a própria vida e terá o reconhecimento dos outros, a verdadeira vida encontramos na medida que renunciamos a esta vida e seguirmos Cristo, buscando as coisas do alto, a caridade , em meio à fugacidade da vida, e como o salmista saber que só Deus pode tornar fecundo o nosso trabalho e ser um verdadeiro refúgio para todos nós.

2º esquema
“A vida  de um homem não consiste na abundância de bens”... Esse versículo deve ser repetido constantemente em nosso coração, diante da briga por herança, ainda tão comum em nossos dias, Jesus aponta para o essencial da vida que é aquele que é rico para Deus, que vive a caridade. Outro versículo a ser repetido sempre é “Vaidade das vaidades”, tudo é vão, é passageiro, é como na palavra em hebraico é vapor d’água que aparece e desaparece, como o sono da manhã, a vida é muito curta e não se pode baseá-la em bens temporais, mas no Eterno, em Deus, toda ação nossa deve ser para buscar as coisas do alto e em primeiro lugar com nossas ações que não devem ser egoístas, mas ações que fazem o bem ao próximo, esse é o homem novo que ao fazer o bem sabe, que bondade de Deus sempre repousará sobre nós e conduz nossa vida.

3º esquema
“Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”... Homem louco é aquele que pensa que deve se alegrar com a própria força e o próprio poder, homem que baseia a vida em si mesmo, nos próprio bens, é um insensato, porque baseia sua vida na vaidade, no vazio, naquilo que não possui substância em si mesma. Por isso, somos convocados a ser ricos para Deus, isto é, viver a entrega perfeita para o bem dos outros, nada de usar as pessoas ou basear-se no elogio dos outros, mas sim buscar Deus através de ações amorosas de justas, assim demonstramos que nosso trabalho vem Dele e Ele é o nosso único refúgio.


17º Domingo do Tempo Comum C

17º Domingo do Tempo Comum C

1. Informações básicas
- Perseverança na Oração
- Oração – Ó Deus sois o amparo dos que em vós esperam.
- Leituras: Gn 18,20-32; Sl 137; Cl 2,12-14; Lc 11,1-13

1º Esquema
“Quando rezardes, dizei...” A Oração de Jesus, é a oração ao Pai, aquele que temos a certeza de sua misericórdia que levou Abraão a interceder confiantemente por Sodoma e Gomorra para pedir a salvação das cidades, crê portanto que Deus é Justo e na sua piedade salvaria os justos que nelas houvessem, é esse o modelo de oração perseverante, mas não feita a um deus pagão que brinca com a vida do ser humano, mas um Pai que quer educar seu filho, unidos ao Cristo morto e ressuscitado pelo Batismo nossa oração é eficaz e assim cremos que Deus escuta nossos gemidos.

2º esquema
“Pedi e recebereis”... Jesus nos ensina a rezar e a confiar plenamente na misericórdia do Pai, Pai que não é um amigo que incomodamos numa hora inoportuna, mas um Deus que vela pela nossa salvação, por isso no imperativo Jesus não faz um convite qualquer, mas nos ordena, procurai, batei, porque o resultado virá, não sabemos qual vai ser mas como Abraão confiamos em Deus e sabemos que o que Ele faz é o melhor para cada um de nós, por isso quando chega nos dez justos, Abraão para, no número de Deus, o Uno, agora está na Justiça de Deus, está tudo entregue, Abraão sabe que o melhor será feito, nós também batizados, imersos no Filho, queremos saber rezar e como o salmista dar graças porque o Senhor ouve as palavras dos nossos lábios.

3º esquema
“Quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem...”  O Filho de Deus nos ensina a nos relacionarmos com o Pai, pedindo a implantação do Reino, a graça de todo sustento e o perdão sem limites, nessa confiança não num deus pagão ou um ídolo que bebe o sangue de seus adoradores, o nosso Deus é Pai e trata-nos como filhos, como o relacionamento oracional de Abraão com Deus na primeira leitura, sempre faz o bem aos que a Ele se dirigem, e o cume desse atendimento é o Espírito Santo, que nos faz participar da vida divina, que unidos ao Cristo morto e ressuscitado pelo Espírito nos faça verdadeiros filhos do pai e agradecidos saber que Deus ama a nós pobres e nos dá a vida.