sexta-feira, 21 de junho de 2013

16º Domingo do Tempo Comum C

16º Domingo do Tempo Comum C

1. Informações básicas
- Uma só coisa é necessária
- Oração – Repletos de fé, esperança e caridade.
- Leitura Gn 18,1-10; Sl 14; Col 1,24-28; Lc 10, 38-42.


1º Esquema
“Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas” A admoestação de Jesus para Marta não é pelo trabalho, mas sim pela dispersão, Marta não coloca seu coração no Mestre mas tem várias preocupações em seu coração, diferentemente de Abraão que se dedicou totalmente aos visitantes divinos e por isso foi abençoado com uma promessa, nós também a partir do nosso próprio sofrimento nos dedicamos ao Pai por Cristo no Espírito em Igreja, a ela servimos e queremos dedicar toda a nossa vida, morar na casa do Senhor para sempre.

2º esquema
“Uma só coisa é necessária”. Só uma coisa, só o Um é necessário, que é Deus, seja contemplando o Senhor, seja trabalhando, tudo deve referir a Deus, em tudo em nossa vida devemos nos dedicar a Deus, ser contemplativos na ação, nem alienados do mundo e nem ativistas que confiam na própria obra, mas como Abraão pela dedicação servir a Deus nos visitantes divinos, nós também queremos descobrir o mistério escondido em Cristo Jesus manifestado em nossa vida, nos irmãos e na Liturgia, para sempre estar na presença do Senhor em nossos atos, ser daqueles que caminham sem pecado.  

3º esquema

“Maria escolheu a melhor parte e este não lhe será tirada”. Escolher o bem maior em meio a bens aparentes ou passageiros é a arte de ser cristão, contemplar a criação e nela ver a ação de Cristo, assim Abraão acolheu a presença divina em seus hóspedes e recebe a promessa de um filho, pois também escolheu a melhor parte pela sua ação amorosa, nós também queremos acolher a presença de Cristo no mundo, para que em união com Cristo em nosso sofrimento, nos dedicando a Igreja, anunciar a obra da salvação, por isso felicidade perfeita é escolher a Deus em meio ao que passa, para assim permanecer em sua presença para sempre. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

15º Domingo do Tempo Comum C

15º Domingo do Tempo Comum C

1. Informações básicas
-  o Bom Samaritano
- Oração – a luz da verdade para ser cristão.
- 1ª Leitura Dt 30, 10-14; Sl 68; Cl 1, 15-20; Lc 10, 25-37

Obs exegética: o sacerdote e o levita que passam ao largo não interpretam a lei segundo o amor pois como trás o levítico  “Que um sacerdote não se torne impuro por um defundo na sua parentela, exceto por um próximo, da mesma carne que ele: sua mãe, seu pai, seu filho, sua filha seu irmão” (Lv 21,1-2) se reconhecessem naquele homem caído um irmão o amariam e fariam o bem a ele sem medo de se contaminarem.

1º Esquema
“Amarás...” O amor é a lei maior, amor a Deus e ao próximo, amor que se traduz de forma concreta no pobre sofredor, que ao tomarmos contato com as feridas da criatura de Deus, ao ir ao encontro delas para promover a vida no outro, pois vemos no próximo a própria presença de Deus pois Cristo é a cabeça da Igreja e o primogênito de toda Criação, por fim é por esse amor que se realiza o cumprimento perfeito de todos os mandamentos e preceitos e pelo qual herdamos a verdadeira terra prometida que é o céu, a Jerusalém celeste que Deus prepara para os seus humildes.

2º esquema
“Quem é o meu próximo” O mestre da lei queria restringir o conceito de próximo, amar somente os seus, Jesus alarga a sua visão mostrando que o próximo é aquele que ama e é amado, amor efetivo e afetivo, que é ir ao encontro da necessidade do próximo, identificando-se com o outros pois somos todos iguais, e vemos no outro o Cristo, pois é o primogênito de toda a Criação, a imagem de Deus que se faz carne, assim cumprimos toda a lei, pois amando o próximo aprendemos a amar a Deus a quem não vemos, essa é a humildade que nos ajuda a buscar verdadeiramente a Deus.

3º esquema

“Aquele que usou de misericórdia para com ele”. O amor é para o cristão o resumo da lei, o amor a Deus e ao próximo é o mesmo amor, e o próximo é todo o ser humano necessitado e que necessita da misericórdia, portanto todos, assim se cumpre verdadeiramente toda a lei e todo o culto a Deus, pois vemos no outro o próprio Deus, o próprio Jesus é que é o primogênito de toda a criação, portanto assumamos nossa fragilidade, sejamos humildes e busquemos verdadeiramente a Deus amando o próximo. 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

14 º Domingo do Tempo Comum C

14 º Domingo do Tempo Comum C

1.                  Informações básicas
- Discípulos-missionários
- Oração –  Dai aos que libertastes as alegrias eternas
- Leituras: Is 66, 10-14; Sl 65; Gl 6, 14-18; Lc 10,1-12.17-20.


2. Esquemas

1º Esquema
 “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”  O desejo de Jesus é que o Evangelho seja anunciado e realize a salvação a todos os seres humanos trazendo a paz, a paz entre Deus e os homens, é pois desejo de Deus que essa paz corra como um rio entre os seres humanos,e homens entre si, para isso é preciso que Deus suscite discípulos-missionários que vão para anunciar o Evangelho e realizar a obra da salvação, para isso cada discípulo-missionário deve como Paulo configurar-se ao Cristo Morto e Ressuscitado, para que toda a terra glorifique ao Senhor nosso Deus.

2º Esquema
“A paz esteja nesta casa”... Os discípulos são convidados para em comunidade (dois a dois) anunciarem a obra de salvação trazida pelo Cristo morto e ressuscitado, para isso devem confiar plenamente na Providência de Deus e se entregar, como Paulo, totalmente a Deus, sendo concrucificados com Cristo anunciarem a paz e realiza-la por atos de salvação, para que toda a terra aclame ao Senhor nosso Deus.

3º Esquema

“Ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu” o discípulo missionário anuncia o Reino e com prodígios e portentos advindos da graça de Deus estabelecem o pleno relacionamento entre Deus e os homens, e homens entre si, realizando a profecia de Isaías que a paz corra como um rio entre os seres humanos, mas esse discípulo-missionário deve primeiramente configurar-se ao Cristo morto e ressuscitado, morrer com Cristo para ressuscitar com Ele, assim anuncia a salvação, mas também a realiza em sua própria vida, e assim todos unidos glorificam ao Senhor nosso Deus. 

São Pedro e São Paulo

São Pedro e São Paulo

1.                  Informações básicas
- O Martírio de São Pedro e São Paulo
- Oração –  Seguir os ensinamentos de São Pedro e São Paulo
- Leituras: At 12, 1-11; Sl 33; 2 Tm 4, 6-8.17-18; Mt 16, 13-19.


2. Esquemas

1º Esquema
Pedro tu és Pedra. Pedro é Pedra pela proclamação de sua fé, mas como podemos separar a fé da pessoa que a proclama? Por isso Pedro se torna a Pedra da Igreja de Cristo, porque dá testemunho público de Jesus é Deus e homem, esse testemunho o leva a dar a vida pela Igreja, ser preso e martirizado, o mesmo testemunho dado por Paulo, que guardou a fé. Por isso, engrandeçamos a Deus como esses Santos Apóstolos o fizeram.

2º Esquema
Não foi a carne ou sangue, não é a fragilidade humana que pode ver em Cristo o Filho de Deus, mas a inspiração do Pai, inspiração que faz com que São Paulo seja o mestre das nações levando-as a proclamar o senhorio de Jesus. A nós hoje também seja derramado o Espírito de Deus para proclamar Jesus em nossas palavras e em nossa vida.

3º Esquema

Irei construir a minha Igreja, a Igreja é de Jesus Cristo, Pedro o primeiro a proclamar a fé juntamente com Paulo que completa a corrida e guarda a fé, tornam-se esteio da Igreja de Cristo, esse esteio não é somente pela proclamação, mas pela vida, um pela cruz e o outro pela espada, testemunham (martyria) que Jesus é Deus. Que esse martírio nos seja hoje fecundo e possa levar a Igreja Católica hoje a testemunhar Jesus como o Filho de Deus, e todos possam bendizer verdadeiramente o nome de Deus. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

12 º Domingo do Tempo Comum C

12 º Domingo do Tempo Comum C

1.                   Informações básicas
- Carregar a cruz
- Oração –  A graça de amar a Deus e temer
- Leituras: Zc 12, 10-11; 13, 1; Sl 62; Gl 26-29; Lc 9, 18-14


2. Esquemas

1º Esquema
“Quem diz o povo que eu sou?” Essa pergunta é fundamental para nós hoje também, quem é Jesus para nós?  É um profeta que serve somente para saber o futuro ou um rei glorioso ou um instrumento de cura? A verdadeira imagem é o do Messias padecente, o Cristo que sofre e morre para nossa salvação, como na primeira leitura Deus se identifica com o seu enviado e com o sofrimento do seu enviado. Para que? Para sermos um só em Cristo Jesus, o seu sofrimento é entrega para formar um só povo, no qual a essência é o que somos e as diferenças outras se tornam relativas. Por isso, queremos seguir o Messias padecente, pois a nossa alma tem sede da salvação que Ele trouxe.

2º Esquema
“O Filho do homem deve sofrer muito...” O Deus que se faz carne assume totalmente a fragilidade humana e carrega sobre si todos os pecados, e por isso sofre toda a rejeição até a morte e morte de cruz. Deus se identifica plenamente com o ser humano, exceto o pecado, Deus se identifica com o seu Messias, mas essa dor é redentora e trará para a todos a purificação e a salvação, reunindo todos os povos dispersos e todos serão um Cristo Jesus. Que Deus nos dê a graça da sede dessa salvação.

3º Esquema

Se alguém quer seguir-me, renuncie-se a si mesmo, tome sua a cruz cada dia e siga-me”... O Messias sofredor, com o qual Deus se identifica como nos traz a leitura de Zacarias, nos convida ao seu seguimento, quer pessoas livres carregando a cruz de cada dia, o sofrimento da condição humana unida a Deus, para isso é necessário renegar-se, renegar até a própria vida, não para ficar num vazio existência, muito pelo contrário, para se encher da graça de Deus e como o Messias sofredor chegar à ressurreição, à vida plena, vida vivida não individualmente, mas em comunhão total com os homens e mulheres redimidos, pois somos todos um só em Jesus Cristo. Portanto, louvemos a Deus pois só nele está a fonte da vida. 

sábado, 8 de junho de 2013

11º Domingo do Tempo comum C

11º Domingo do Tempo comum C

1.                  Informações básicas
- Perdoada porque amou muito
- Oração –  Dai-nos vossa graça para poder agir conforme a vossa vontade.
- Leituras: 2 Sam 12, 7-10.13; Sl 31; Gl 2, 16.19-21; Lc 7, 36-8,3.

“Porque o amor apaga uma multidão de pecados” (1 Pd 4, 8)

2. Esquemas

1º Esquema
“Se este homem fosse um profeta...” O raciocínio hipócrita é sempre desumanizante, sempre julgando as pessoas pelos seus defeitos, Simão (etimologicamente ouvir, deveria aprender a ouvir a Deus) fecha-se no passado da mulher e não vê a expressão do seu amor, que apaga uma multidão de pecados, Jesus acolhe plenamente a demonstração do amor dessa mulher, acolhe o que ela pode oferecer como arrependimento, assim faz Deus acolhendo o arrependimento de Davi, nós também somos justificados pela nossa fé, pela nossa entrega a Deus e não pela nossas obras, mas sim pela graça que age pela caridade (Gl 5, 1), assim é sempre, sempre feliz o homem que foi perdoado.

2º Esquema
“porque ela mostrou muito amor”. (ἠγάπησεν πολύ – amou muito) A mulher demonstrou, extravasou em seu amor, através dos beijos nos pés de Jesus, através das lágrimas e dos cabelos (símbolo da sensualidade feminina) tudo é colocado aos pés do mestre para mostrar arrependimento e fazer o bem, uma dedicação plena, e assim mostrar que muito ama, diferente do hipócrita que tratou Jesus com formalidade fria e não conseguiu demonstrar nenhum afeto amoroso, essa demonstração abre-a ao perdão de Deus, como Davi diante de seu enorme pecado, arrepende-se e consegue o perdão, somos convidados então a nos unir a Jesus Cristo, acolher sua entrega para assim sermos perdoados pela graça de Deus e não pelo orgulho do fazer, assim confessamos que somos fracos e pecadores e acolhemos o perdão, a graça de Deus.

3º Esquema
“àquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor”... O perdão de Deus, o amor de Deus por nós é o começo do nosso amor por Ele e para com todos, por isso diante da abertura amorosa da mulher, o perdão é dado e assim ela é reabilitada em seu amar e em sua vida, como Davi, que com o perdão de Deus experimente verdadeiramente o amor de Deus. Nós todos somos convidados a nos abrir à obra salvadora de Cristo e abrir-nos à sua entrega na Cruz para que Ele viva em nós, e como ícones de seu amor, com Ele pregados na Cruz, demonstrar por nossos atos e nossas palavras a sua presença amorosa. Por isso, é sempre feliz o homem que foi perdoado.


Obs – Um aspecto que pode ser tratado na homilia deste dia é o acolhimento de Jesus das mulheres e da missão destas na obra evangelizadora, bem diferente do uso que Davi faz de Betsabéa, da visão do fariseu hipócrita e de toda a sociedade. 

domingo, 2 de junho de 2013

10º Domingo do Tempo comum C

10º Domingo do Tempo comum C

1.                   Informações básicas
- Confiar no Senhor da Vida
- Oração –  Pensar e realizar o que é reto.
- Leituras: 1 Rs 17, 17-24; Sl 29; Gl 1, 11-19; Lc 7, 11-17.


2. Esquemas

1º Esquema
“Levavam um defundo, filho único; e sua mãe era viúva”... A compaixão (splagchnizomai ) do Senhor traz novamente à vida o filho único de uma viúva, como Elias também se compadece da viúva e reaviva seu filho, nós somos muitas vezes esse filho, mortos  na juventude, perdemos a jovialidade por não vermos mais esperança na própria vida, Jesus nos faz retornar à novidade da vida, como o fez com São Paulo, a sua conversão nada mais é do que esse retornar a vida plena na comunhão em Deus e ele, com a vida nova, vai evangelizar, por isso exaltemos o Senhor que sempre nos tira da morte e nos dá a novidade da vida.

2º Esquema
Ao ver a viúva Jesus sentiu compaixão... Deus ama seu povo e quer que este povo tenha vida, por isso a figura da viúva representa muitas vezes o povo que vê seu futuro morto, sem esperança, a compaixão do Senhor é que traz novamente a vida aos filhos e filhas do povo de Deus e devolve a alegria de viver, como Elias fez renascer no coração da viúva a fé, “Agora vejo que a palavra do Senhor é verdadeira em sua boca”. Como São Paulo, também tem autoridade, pois a Palavra de Deus atua através dele. Que Deus renove a vida de sua Igreja dando vida nova a seus filhos e filha, pois a bondade do Senhor permanece a vida inteira.

3º Esquema

“Um grande profeta  apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”... Precisamos dos sinais de Deus, como a viúva na primeira leitura reconheceu o profetismo de Elias, pois a Palavra de Deus que saiu de sua boca se realizou, da mesma forma Jesus é reconhecido como profeta, pois a Palavra de Deus que sai de sua boca traz a vida ao filho da viúva, é dada vida nova ao Povo de Deus, este é o sinal que o Deus da Vida está visitando, isto é, atuando no meio de seu povo, é essa interpretação que faz Paulo também reconhecer a validade de seu ministério, Deus atua através dele, glorifiquemos o senhor pois ele nos salva da morte e nos dá a novidade da vida.