segunda-feira, 10 de setembro de 2012

24º Domingo do Tempo Comum B


24º Domingo do Tempo Comum B


1.       Informações básicas
- O Messias sofredor
- Oração – sentir em nós o amor de Deus para servir.
- Is 50, 5-9; Sl 114; Tg 2,14-18; Mc 8, 27-35.

Observação exegética – “Vai para longe, Satanás” (Upage opiso mou, Sataná), a tradução literal do original seria uma ordem para Pedro ir para trás de Jesus, pois Pedro, conforme o aramaico satanás (opositor) estaria impedindo Jesus (escandalon) de seguir o caminho da obediência ao Pai, o caminho da Cruz.

1º Esquema
“E vós quem dizeis que eu sou?”... Qual a imagem de Messias que temos, Pedro, movido pelo Espírito, proclama que Jesus é o Messias, aquele que devia vir, mas não aceita a imagem de Messias que nos é proposta pelo profeta Isaías, sofredor e que tem a plena ajuda de Deus, por isso somos convidados a seguir esse Messias, carregando nossa cruz na renuncia de nós mesmos, e não numa fé mágica que somente quer se livrar do sofrimento. Que Deus nos dê a graça de em meio aos sofrimentos saber que sempre estamos em sua presença.

2º esquema
“Tu não pensas como Deus...”.  Jesus é o Messias, é o Cristo de Deus, aquele pleno do Espírito que nos dá o Espírito Santo, mas o é na visão de Isaías que em meio a sofrimentos sabe que Deus o ajuda, que é seu auxiliador, somos convidados a não nos opor a esse projeto mas renunciando a nós mesmos, renegando nossa própria vida, carregar a nossa cruz, suportar os sofrimentos da vida, mas não numa visão masoquista, mas sim para fazer obras da Fé como nos diz São Tiago, senão acabamos tendo uma fé morta baseada num Messias mágico. E assim saber que carregando a Cruz andamos na presença do Deus dos vivos.

3º esquema
“Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”... Jesus é o Messias que através de uma Entrega livre em meio a sofrimentos nos salva, cumprindo a profecia de Isaías, somos cristãos, para nós esse é o Messias, e por isso somos convidados em liberdade a segui-lo (Se queres...), nesse seguimento devemos renegar a nós mesmos, assumir os sofrimentos de nossa opção e seguir o itinerário de Entrega do Salvador, nessa medida nossa fé será verdadeira, isto é, a nossa fé no Cristo Jesus deve ser uma fé que opera pela caridade (cf. Gl 5, 6),  uma fé que nos faz andar na presença do Deus vivo e um dia viver com Ele para sempre na terra dos vivos. 

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