segunda-feira, 22 de agosto de 2011

22º Domingo do Tempo comum A


22º Domingo do Tempo comum A

1.                  Informações básicas
- Carregar a Cruz
- Oração – Que Deus derrame seu amor.
- Leituras: Jr 20, 7-9; Sl 62; Rm 12, 1-2; Mt 16, 21-27.


Observação exegética – “Vai para longe, Satanás” (Upage opiso mou, Sataná), a tradução literal do original seria uma ordem para Pedro ir para trás de Jesus, pois Pedro, conforme o aramaico satanás (opositor) estaria impedindo Jesus (escandalon) de seguir o caminho da obediência ao Pai, o caminho da Cruz. Portanto, Pedro deveria aprender a ser discípulo seguindo o Mestre no carregar a cruz.

2. Esquemas

1º Esquema
“Se alguém quer me seguir renuncie a si mesmo”. O seguimento de Jesus é o caminho da cruz, o sofrimento de cada dia unido a Deus, nesse caminho é necessário renegar a si mesmo e assumir a graça que Deus nos dá de seguir carregando a Cruz, como Pedro e como Jeremias, o clamor humano da dor brota de nosso coração, por isso somos convocados a também aprender sair da auto-complacência e recomeçar o aprendizado do carregar a cruz, oferecendo-se a si mesmo como sacrifício vivo a Deus, nossa vida proclamando; “Sois Vós o meu Deus”.

2º Esquema
“Tome a sua cruz e siga-me”. O sofrimento faz parte da vida humana, não adianta entrar em esquemas de esquecer ou fugir do sofrimento para salvar a própria vida, é preciso tomar a cruz e carregá-la com dignidade. Somos humanos e como Pedro queremos fugir ou como Jeremias clamamos que Deus nos enganou e nos enviou para uma vida de sofrimento, a graça supera tudo isso, graça que nos torna, a partir de nosso sofrimento, um sacrifício agradável a Deus, e nos faz louvar a Deus e saber que só Ele nos sacia plenamente.

3º Esquema

“Quem quiser salvar sua vida vai perdê-la”. Parece um paradoxo mas é isso, ninguém poderá salvar-se, só Deus pela Cruz de seu Divino Filho, e graça que dela advém, nos salva. Para isso, temos que renunciar a nós mesmos, aos pensamentos egoístas, não nos conformar aos esquemas do pensamento mundano, e aceitar o sofrimento que advirá da condição humana, de amar plenamente a Deus e ao próximo, é uma missão profética que nos é dada e que, como o fez a Jeremias, nos faz arder até as entranhas e nos faz sofrer. Por isso, o que Deus quer não é um perfeccionismo vazio, mas nossa vontade empenhada na luta, mesmo que essa luta desemboque no fracasso da cruz, mas desse fracasso surgirá a ressurreição, quando finalmente nossa alma será saciada. 

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