sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

6º Domingo do Tempo Comum A



6º Domingo do Tempo comum


1.                  Informações básicas
- o Amor como plenitude da Lei.
- Oração – Deus vive nos corações sinceros e retos, que os nossos sejam.
- Leituras: Eclo 15, 16-21; Sl 118; 1 Cor 2, 6-10; Mt 5, 17-37


2. Esquemas

1º Esquema
A plenitude da lei é dada em Cristo, essa plenitude é o Mistério Pascal da Cruz e Ressurreição, o cumprimento dos mandamentos não fica na exterioridade mas vai a essência, por isso não basta apenas “não matar”, é preciso curar a raiz desse pecado que é ódio, o desejo de vingança que brota do coração humano, nem também chamar a pessoa de tolo, como na Mishná, o primeiro escrito da tradição judaica, se um ser humano humilha outro em publico fazendo-o empalidecer, é equivalente a assassinato, isso é agir com sabedoria, sabedoria que vem de Deus, e assim nosso agir está de acordo com a sabedoria que vem do crucificado como nos diz São Paulo, não uma sabedoria do mundo que valoriza o externo, mas aquela que brota de um coração que ama, e como no salmo, esse ser humano é feliz, porque segue o caminho do Senhor.

2º Esquema
quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar,  e aí te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta....
a reconciliação (diallagethi), começa a partir do coração, esse desejo de reconciliação nos possibilita não só oferecer, mas nos oferecer a Deus como pedimos em cada Pai Nosso, essa reconciliação é nessa terra, se não penetra na eternidade no purgatório. O coração humano precisa aprender que a justiça perfeita é a de Deus. Isso é a sabedoria do Senhor, pq sabemos que Ele tudo vê, e cada um de nós deve procurar agir procurando o bem, mas brota de uma decisão humana, cada ato é uma decisão uma sabedoria que estava escondida, mas que foi revelada na Cruz de Cristo.  Por isso, deixemo-nos moldar por essa sabedoria para sejamos homens e mulheres felizes.


3º Esquema
se olhar com o desejo de possui-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. O coração é a sede da decisão humana, por isso, é o decisão do adultério que já começa o pecado, o desejo de dominação da mulher já é o pecado, por isso precisamos conhecer a nós mesmos para sabermos o que cortar ou não, a lei como mestra da sabedoria do nosso coração, vai nos ensinando a escolher o bem e rejeitar o mal, necessitamos desse ensinamento de nossa vontade, para que cada vez mais não tenhamos uma sabedoria do mundo, mas uma sabedoria de Deus. Que nosso oração seja como no Sapolmo “Ensina-me a viver vossos preceitos”

4º esquema

Que o vosso sim seja sim, e o vosso não seja não. Autenticidade. O cristão deve conhecer o próprio coração, e o próprio processo de decisão, e saber as conseqüências da sua decisão, quando assim o fazemos, dizemos sim, quando sim, e arcamos com esse sim. Senão nos tornamos pessoas dúbias, como folhas movidas pelo vento. O juramento deve ser banido no sentido de chamar a Deus por testemunha de coisas banais. “Os olhos do Senhor estão voltados para aqueles que o temem”, se temos essa consciência não precisamos nos preocupar em nos justificar pq sabemos que Deus vê o nosso coração. Que a sabedoria revelada pelo Espírito, nos faça verdadeiros, que o Espírito que perscruta Deus, nos ajude a fazer com que sejamos transparentes perante Deus e as pessoas. Que sejamos firmes, como no salmo, em cumprir a vontade de Deus e ela seja a nossa.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

5º Domingo do Tempo Comum - A


5º Domingo do Tempo comum - A

1.                  Informações básicas
- Espiritualidade laical.
- Oração – família, como confiamos na graça que o Senhor guarde.
- Leituras: Is 58, 7-10; Sl 111; 1 Cor 2, 1-5; Mt 5, 13-16


2. Esquemas

1º Esquema
Vós sois os sal da terra, o sal deve dar o sabor, o cristão deve pela sua ação e pela sua vida dar o sentido à vida das pessoas através de seus atos, através de sua vida, se isso não acontecer ele vai perder a sua própria vocação, será pisado pelos homens, a vida somente tem sentido se for para dar sentido à vida de outros. Isso é através de atos concreto como vemos na primeira leitura os diversos atos de misericórdia e a vida obscura que muita vezes nos parece ser a nossa vida brilhará como o sol do meio dia, mas tem-se que aceitar os sofrimentos que esse processo causa, porque como o sal desaparece para realçar o sabor o cristão unidos ao Cristo morto e ressuscitado, desaparece para que a poder de Deus, no dizer de Paulo, é que se evidencie. Como no salmo, O homem justo reparte com o s pobres os seus bens, e para sempre esse bem permanecerá, não somente nesta terra, mas na eternidade, porque vem de Deus.


2º Esquema
Vós sois a luz do mundo, a luz evidencia-se por si mesma, e quanto mais ela brilha mais ela vai ser evidenciada num lugar mais alto, Jesus como luz do mundo, faz-nos ser luz para as pessoas, luz que brilhe sobre todos e evidencia aquilo que é bom e o que é mal, as ações revestidas da graça evidenciam-se por si mesmas, por isso a luz de Deus que há em nós brilhará através de ações de misericórdia, e essa luz rompe as trevas das obras más e vai cada vez mais fazendo com que cada indigente, cada ser humano experimente a luz de Deus. Como Cristo que erguido da terra atrai todos a si, é este Jesus que pregamos, e pela nossa entrega em cada ação amorosa, embebida da graça de Deus, atrai o ser humano ao Senhor, e para sempre permanece o bem, porque faz com que cada ser humano se encontre com Deus.

3º Esquema
O bem feito faz com que a luz de Deus brilhe, por isso o importante não é somente ficar medindo eficiência ou eficácia, mas colocar em cada ação boa que fizermos a misericórdia de Deus, essa é a medida do nosso ato, cada ato de misericórdia vai fazer com que o ser humano glorifique a Deus, e se aproxime cada vez mais de Deus, cobrir o nu, acolher o indigente, deixar a linguagem maldosa, faz com que a nossa oração seja eficaz, porque estaremos em sintonia perfeita com o Senhor, a sabedoria, a nossa decisão de fazer o bem, não será mais para que nós aparecêssemos, mas para a sabedoria da cruz, a entrega salvadora do Senhor seja testemunhada em cada um de nossos atos, a minha fraqueza, a minha pouca capacidade de fazer o bem, anunciará que Deus ama o ser humano e morreu e ressuscitou por nosso amor. Essa misericórdia em cada obra, é louvor de Deus, faz o ser humano não somente ter vida no momento, mas o faz se encontrar com Deus, esse bem permanece para sempre (Sl 111). 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

4º Domingo do Tempo Comum A


1.                  Informações básicas
- Abertura do Sermão da montanha, da missão de Jesus.
- Oração – adorar a Deus e amar as pessoas.
- 1ª Leitura Sf 2,3;3,12-13, Sl 145, 1 Cor 1,26-31, M 5, 1-12a


2. Esquemas

1º Esquema
Bem-aventurados os pobre em espírito, aqueles que são verdadeiramente pobres, que sabem-se necessitados de Deus e amam as pessoas, esses sim podem buscar a Deus como ouvimos do profeta sofonias, porque somente aquele que sabe-se totalmente pobre, sabe-se totalmente dependente pode ser aquele que adora, aquele que busca a Deus. Isto é sabedoria divina, a sabedoria da cruz, que faz com que nos identifiquemos com o Cruficicado que se entregou para a salvação de todos, e com o mesmo coração de Deus, coração de pobre, aí poderemos como Deus fazer justiça aos oprimidos.

2º Esquema
O novo Moisés sobe ao monte para dar a lei, e a lei é que bem aventurado os porbres em espírito, os aflitos que esperam em Deus a consolação, seja como o profeta Sofonias que contempla a iniqüidade das pessoas e se sente impotente diante disso, ou a aflição de todos aqueles que querem justiça numa sociedade extremamente injusta hoje, seja lá ou seja hoje, temos esperança que Deus intervem e queremos a partir de nossa fraqueza, de nossa pequenez como diz São Paulo ser instrumento da graça de Deus para que essa justiça comece a atuar aqui, no dia de hoje, e vendo os órfãos e as viúvas, sabemos que sempre, Deus cuida do fraco, e sua Providência vai triundar, no Reino de Deus.

3º Esquema
Bem aventurado os puros de coração, aqueles que tem um coração uno em Deus, porque entendendo a própria pobreza não colocam na carne a esperança, mas vêem o ser humano algo mais de comércio, sabem ver que o ser humano é precioso diante de Deus, e luta para que esse ser humano seja defendido de mentiras que o querem instrumentalizar. E na esperança de que um dia, mesmo sendo “um punhado de homens humildes e pobres”, mas felizes porque são amados pelo que são e não pelo que aparentam ou tem, aí o Reino de Deus acontecerá, porque todos, sem exceção se gloriarão no Senhor, a única glória será Deus. Nesse ponto a adoração a Deus tranformará o amor humano, e este será pleno, Ó Sião o teu Deus reinará, por todos os séculos.

4º esquema
Bem-aventurados sois vós quando vos perseguirem, por causa de mim, o pobre que tem sua única riqueza em Deus, aponta para esse mesmo Deus, com palavras bonitas? Com sabedoria do mundo? Não, mas com a própria vida. Mártires são pobres, testemunhas são pobres, e isto incomoda aqueles que absolutizam aquilo que é desta terra, e assim a perseguição virá com certeza. Mas a confiança de Sofonias queremos ter, que no final Deus vai vencer, com homens humildes e pobres, homens limitados e que tem consciência disso, São Paulo não foi diferente, pregando à orgulhosa Corinto de seus dons, ele prefere anunciar que Deus escolhe o que é fraco para confundir o que é forte, ele mesmo foi um exemplo disso, que assumamos nossa orfandade e viuvez, para que o Senhor liberte a nós os cativos e perseguidos do tempo presente.

5º esquema
Bem aventurado os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Paz não é passividade, mas proclamar que a justiça entre os homens tem uma finalidade fazer com que todos se amem, como na oração inicial, e quem pode fazer com que isto aconteça é Deus. Seremos filhos de Deus sim, porque sabemos que através de nós a graça de Deus age promovendo a paz entre os homens. Somente com desejos, não, mas com atos concretos, com ações que mostrem que Deus age no meio dos seres humanos, das pequenas até as grandes ações. Mas por outros lado, sozinhos nada podemos, ou sabemo-nos filhos de Deus em potência, os portadores do crucificado, que morreu pobre, ou não conseguiremos promover a paz e principalmente mantê-la. O Senhor é fiel para sempre, e sempre olhará para o pobre, mas não esqueçamos que no final ´Deus vencerá, e paz, que o príncipe da paz que foi crucificado e ressuscitou, triunfará no Reino de Deus na Eternidade.  

homilia - estrutura básica

Homilia

A homilia é pregação litúrgica, dentre de uma celebração da eucaristia, por isso a homilia não é sermão ou esclarecimentos exegéticos. Pressupõe-se que homiliasta:
1. tem base de estudo, meditação e vivência da Palavra de Deus contida nas Sagradas Escrituras e na Tradição.
2. reconhece a Palavra e Gesto se unem para expressar o Mistério Pascal celebrado.
3. conhece princípios básicos de comunicação, Língua Portuguesa, urbanidade e capacidade de falar em público.
4. conhece as pessoas ou a comunidade à qual vai falar.

A homilia deve ser breve e integrada no corpo litúrgico. O homiliasta é antes de qualquer coisa um mistagogo (ver o blog Mistagogia Motivacional).

Uma homilia deve ter de sete a dez minutos no máximo.
Estrutura
15%  cabeçalho de um trecho da Sagrada Escritura do qual o homiliasta partirá, saudação e questão que o textos propõem.
30% situa exegeticamente os textos criando laços entre eles de acordo com o contexto litúrgico.
45% hermenêutica - atualiza a(s) mensagem(ns) dos textos e aplica à situação atual
10% conclusão aberta - isto é - o homiliasta aponta para o relacionamento do ouvinte com Deus, seja uma questão, uma proposição, um desejo que ouvinte verá em sua vida e conversará com Deus sobre a realização disso na celebração e sua aplicabilidade na vida.