quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

5º Domingo da Quaresma B

5º Domingo da Quaresma B

1.                  Informações básicas
- Cristo morto e ressuscitado nos atrai
- Oração –  entregar-se a Deus na mesma entrega de Cristo
- Leituras: Jr 31,31-34; Sl 50; Hb 5,7-9; Jo 12, 20-33


2. Esquemas

1º Esquema
Se o grão de trigo não morrer... A entrega de Cristo é sua morte e ressurreição, o ser humano estava morto pelo pecado e a entrega de Cristo é para que o ser humano tenha vida e vida em abundância, nesse processo de entrega cada um de nós é convidado a se associar, caminhar na mesma caridade de Cristo que o levou a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo. Essa graça de entrega é impregnada em nosso coração, essa é a nova Aliança profetizada por Jeremias, que nos leva a colocar nosso sofrimento e morte a serviço de Deus, por isso peçamos um coração puro, uma decisão pura de entrega pela salvação do mundo.

2º Esquema
Quando for elevado da terra, atrairei todos a mim... A elevação do Filho de Deus encarnado é sua morte de cruz e ressurreição, não são duas elevações, mas uma única, representada no Mistério Pascal, é o mesmo amor que o impele a ser elevado para a salvação do mundo, e nos convoca a mesma entrega na medida que nos exorta a não nos apegarmos a própria vida, para essa nossa entrega temos que nos associar à entrega de Cristo, essa graça de entrega é impregnada em nosso coração, Nova Aliança, conhecemos assim Deus como Ele é, nessa mediada cada suspiro ou dor torna-se um verdadeiro louvor a Deus como o de Cristo o foi, Que Deus nos dê um coração puro, livre do egoísmo e do  pecado, para nos entregarmos totalmente.

3º Esquema
Se alguém me serve meu Pai o honrará... Jesus é o servo sofredor que por sua morte e ressurreição, sua doação e entrega nos possibilita a salvação, somos servos Dele e Nele, nessa medida a Aliança Nova é esse entregar-se à morte no seu amor pelo mundo que é impresso em nosso coração, a partir de agora o conhecimento de Deus é graça pura, que nos leva a ter a salvação eterna por que lhe obedecemos, salvação na qual experimentamos a alegria perfeita. 

4º Domingo da Quaresma B

4º Domingo da Quaresma B

1.                   Informações básicas
- Da morte para a vida
- Oração –  Cristo realiza a reconciliação, que o povo vá à Páscoa exultando de fé.
- Leituras: 2 Cr 36,14-16.19-23; Sl 136; Ef 2, 4-10; Jo 3, 14-21.


2. Esquemas

1º Esquema
“é necessário que o Filho do homem seja levantado...” O Cristo morto e ressuscitado é o sinal de nossa fé para alcançarmos o pleno relacionamento com Deus, seu sofrimento e sua ressurreição nos permitem passar da morte para a vida, da mesma forma que o sofrimento de Israel no Exílio e sua libertação foram sinais para o mundo da salvação de Deus, o Cristo morto e ressuscitado é o sinal definitivo da salvação de Deus no mundo, e nós atingimos essa vida através da graça que nos é dada em Cristo, nossas misérias e pecados são perdoados pela nossa união a Jesus Cristo morto e ressucitado, e assim a Jerusalém celeste será a nossa única alegria.

2º Esquema
“Deus amou tanto o mundo...” Deus envia seu Filho Unigênito para que por morte e ressurreição tenhamos a vida eterna, essa doação de Deus é seu maior ato de amor, e de nós é pedida a fé, a nossa entrega a esse mistério de Amor, a medida que nos entregamos, não confiando em nossas obras, mas na graça que nos vem pela fé no Filho de Deus, somos totalmente unidos a Deus em Cristo Jesus, recebemos a paz verdadeira, essa mesma paz que Israel recebeu após passar por todo o sofrimento do Exílio, essa paz que queremos receber após todo o sofrimento nesta vida, por isso não nos esqueçamos de Jerusalém, nossa pátria eterna da paz.

3º Esquema
Para que não morra todo aquele que nele crê, mas tenha a vida eterna... nós ansiamos por vida e mais vida, mas encontramos o sofrimento em nossa vida que muitas vezes parece sem sentido, a exemplo de Israel que foi massacrado no Exílio, contemplando até sua extinção como povo, mas Deus intervém na História e o restaura, assim em nossa vida, todo o nosso sofrimento se transforma, e passamos da morte para vida, pela nossa fé em Cristo Jesus, nele experimentamos que Deus é misericórdia, nele passamos da morte pela vida pela graça que recebemos, por isso que nossa tristeza presente se transforme através de nossa União com Cristo, e cantemos para sempre os louvores a Deus na Jerusalém terrestre. 

3º Domingo da Quaresma B


3º Domingo da Quaresma B

1.                   Informações básicas
- Jesus é o Templo
- Oração –  Na consciência da nossa fragilidade confortados pela misericórdia de Deus.
- Leituras: Ex 20, 1-17; Sl 18; 1 Cor 1, 22-25; Jo 2, 13-25.


2. Esquemas

1º Esquema
“Jesus estava falando do templo do seu corpo”. Jesus entra no Templo e o purifica de todo comércio, de toda ação profana, Ele fica só no Templo, o seu corpo é o novo templo no qual o culto acontece a partir de agora. A adoração ao Único Deus, prescrita na Aliança agora é através do Corpo do Cristo Morto e Ressuscitado, nele se presta o verdadeiro culto a Deus, no dizer de São Paulo Cristo morto e ressuscitado é a verdadeira sabedoria de Deus,é a sua palavra final, é sua palavra de vida eterna.

2º Esquema
“Destruí este templo, e em três dias eu o levantarei”, o Templo é o lugar Único para adorar ao Deus Único, prestar verdadeiros sacrifícios, agora o sacrifico é feito pelo Cristo Morto e Ressuscitado e nele, no único Mediador, se presta a verdadeira adoração a Deus, o ser humano no cumprimento dos mandamentos terá somente em Deus através de Cristo morto e ressuscitado a verdadeira fonte de vida, não se colocará em qualquer outra criatura essa fonte, Cristo se torna a verdadeira sabedoria de Deus e o verdadeiro poder de Deus, sua palavra de vida eterna.

3º Esquema
Ele conhecia o ser humano por dentro... O ser humano tem por vocação básica a adoração a Deus, e é no Corpo de Cristo que prestamos tal culto, é assumindo nossa fragilidade humana que adoramos verdadeiramente a Deus e quanto mais assumimos essa fragilidade mais próximo estamos de Cristo morto e ressuscitado, a verdadeira sabedoria de Deus no dizer de São Paulo, nessa medida devemos contemplar os mandamentos, sem absolutizar qualquer realidade terrestre e por sua vez, ouvir a voz de Deus em nossos pais e em qualquer autoridade, nos tornamos verdadeiros adoradores e saber que só o Senhor tem palavras de vida eterna.

2º Domingo da Quaresma B


2º Domingo da Quaresma B

1.                  Informações básicas
- A Palavra se manifesta no Deserto Quaresmal
- Oração –  A Palavra purifica o olhar da nossa fé para ver a Glória
- Leituras: Gn 22,1-2.9-13.15-18; Sl 115; Rm 8, 31-34; Mc 9,2-10.


2. Esquemas

1º Esquema
Jesus foi transfigurado (metemorfóthe) diante deles. Na subida a Jerusalém, diante das três colunas da Igreja, Jesus mostra sua divindade, sua forma humana fica translúcida para demonstrar sua divindade, nós hoje queremos na Quaresma que o olhar da nossa fé seja purificado pela Palavra de Deus ouvida para podermos ter a consolação de sua glória, para que a exemplo de Abrão sermos verdadeiramente obedientes, aprender a ouvir a voz de Deus pelo anjo e oferecer o que agrada a Deus, oferecendo um verdadeiro sacrifício de Louvor unido ao Filho de Deus que por nós se entregou.

2º Esquema
Moisés e Elias conversam com Jesus que se manifesta, a Sagrada Escritura aponta para Jesus Cristo morto e ressuscitado na caminhada do nosso deserto quaresmal, aquele que nós morreu e ressuscitou, somos convidados pois a ouvir a voz de Deus, somos vocacionados por Deus como Abrão a oferecer um sacrifício de louvor, mas mesmo não entendendo e querendo oferecer o seu próprio filho em sacrifício, Deus não abandona Abrão e intervém pela voz do anjo e o cobre de bênçãos, assim nós em meio aos sofrimentos da vida Deus não nos abandona e aponta o verdadeiro caminho, somos pois convidado em meio ao deserto da vida guardar a nossa fé. 


3º Esquema
“Este é o meu Filho Amado. Escutai o que ele diz.” O Pai nos manda ouvir seu Filho amado, por isso somos convidados neste exílio quaresmal a obter a maior consolação possível que ter o Filho Amado do Pai a nos falar, ter sua companhia, de tal modo que exclamemos com São Pedro, Mestre  é bom estarmos aqui, entretanto essa consolação não pode ser um entorpecente, mas um alento a nos entregarmos à vontade de Deus em meio ao deserto da vida, a exemplo de Abrão que não recusou seu próprio Filho, por isso abençoado, nós também unidos ao Cristo morto e ressuscitado podemos oferecer um verdadeiro sacrifício de louvor ao Pai.



1º Domingo da Quaresma B



1º Domingo da Quaresma B

1.              Informações básicas
- o Espírito nos leva ao Deserto Quaresmal
- Oração –  Conhecer Jesus Cristo e responder ao seu amor por uma vida santa
- Leituras: 1 Gn 9, 8-15; Sl 24; 1 Pd 3,18-22; Mc 1,12-15


2. Esquemas

1º Esquema
o Espírito nos conduz ao deserto, como conduziu a Jesus, para sermos tentados, provados experimentar a limitação do mundo criado como o Povo de Deus no Deserto, a força do Espírito nos dará a graça de recusar o convite da serpente, de que o conhecimento basta para sermos felizes, recusar sempre de termos a Deus como um mentiroso e restabelecer o equilíbrio da Criação. Que a graça que superabunda sobre todo pecado possa fortalecer o nosso coração e redescobrindo a graça do batismo nesse deserto quaresmal da nossa vida, e experimentar que a Verdade e o amor são os caminhos do Senhor.

2º Esquema
“O tempo já se completou e o reino de Deus está próximo” O deserto da vida nos aponta para Deus, da mesma forma que Jesus, após o seu encontro com o Pai no deserto e sob o tentador, está pronto para anunciar que o Reino de Deus está próximo, somos convidados no deserto quaresmal a experimentar a presença plena de Deus, saber que a aliança de Deus é eterna, saber que a graça batismal é sempre atual, e que o Senhor nos reconduza ao seu caminho, à sua aliança.


3º Esquema
Convertei-vos e crede no evangelho... Entrar na Quaresma é aprender sempre a ouvir o apelo feito já na quarta-feira de cinzas, o voltar-se para Deus, para isso seguimos os passos de Jesus, deixamo-nos impulsionar pelo Espírito, em seguida aprendemos a conviver com a criação e com o mundo espiritual, em terceiro lugar suportamos as tentações, mas tendo sempre a frente que o final é estar com Jesus Cristo morto e ressuscitado para sempre. Que esta quaresma seja um momento de voltarmos para Deus, reaprender a caminhar em Deus: a verdade e o amor. 

Quarta-feira de Cinzas


Quarta-feira de Cinzas

1.                  Informações básicas
- Jejum, Oração e Esmola autênticos
- Oração –  penitência que nos fortalece contra o mal.
- Leituras: Jl 2, 12-18; Sl 50; 2 Cor 5, 20-6,2; Mt 6, 1-6.16-18


2. Esquemas

1º Esquema
A esmola é o símbolo do meu relacionamento caritativo com o próximo, por isso esse relacionamento tem como objetivo único fazer o bem por amor a Deus, que é o conceito de caridade cristã, realizar esse tipo de ação com qualquer outro tipo de intenção é querer ser pago, é querer recompensa que não é Deus. Por isso, o rasgar o coração e que nessa quaresma reconheçamos que às vezes nossas intenções desviam-se de Deus no nosso amar. Por isso, que Deus crie em nós um coração puro, um coração com intenções corretas nesta quaresma.


2º Esquema
Não rezar para ser visto pelos homens, nosso relacionamento com Deus é no fundo do coração, é no nosso quarto interior, esse relacionamento intimo não deve ser causa de aparecer, de receber o aplauso dos seres humano. A nossa volta para o Senhor, nossa teshuvá, deve ser feita a partir de dentro. Devemos então, ouvir São Paulo que nos diz, deixai-vos reconciliar com Deus, nos reaproximar Dele, fica a critério de nossa liberdade. Nessa quaresma, nossa oração deve sempre nos auxiliar nessa volta e reaproximar de Deus, de tal forma que tenhamos a certeza a alegria de sermos salvos.


3º Esquema
O jejum nos faz experimentar que somos criaturas, somos seres humanos limitados, e nessa limitação, somos chamados a vermos que somos sombra que passa e que a única recompensa é Deus, por isso qualquer esforço não deve ser objeto de reconhecimento humano, mas de encontro com Deus, descobrir em nós a essência do que somos. O jejum verdadeiro é voltar-se para Deus, para que Ele se volte para nós, aí sim a quaresma se torna um tempo favorável, um tempo de reencontro com Deus e com os irmãos e aí preparar o louvor eterno da Páscoa.

4º esquema

Convertei-vos e crede no Evangelho, o experimentar-se como criatura que vai morrer nos deve fazer voltar para Deus, nos deve ter a Deus como o objeto de nosso jejum, oração e esmola, exclamemos: “Piedade, ó Senhor, tende piedade porque pecamos contra vós” e de tal modo que Ele acolha nosso arrependimento e nos perdoe e ao final dessa quaresma experimentemos a reconciliação com Deus para sempre na Páscoa eterna. 

6 domingo do tempo comumB


6º Domingo do Tempo comum B

1.                  Informações básicas
- Deus se compadece de nós.
- Oração – Pela Graça Deus possa habitar em nós.
- Leituras: 2 Rs 5,9-14; Sl 31; 1 Cor 10,31-11,1; Mc 1,40-45.


2. Esquemas

Observação: a lepra, no contexto do Antigo Testamento, poderia ser qualquer doença de pele, essa doença impedia o ser humano de se relacionar, era excluído da comunidade e somente poderia ser reintegrado pela atestação da cura por um sacerdote.


1º Esquema
Jesus cheio de compaixão... Diante do leproso, Jesus sente compaixão e sem se preocupar com qualquer impureza ritual estende a mão sobre o leproso e toca, Jesus reintegra o leproso pelo toque e pela cura, Deus se mostra nesse gesto acolhendo a todos, como acolheu a submissão de Naamã perante a exigência de Eliseu, São Paulo mostra o caminho de agir como Deus age, procurando agradar a todos em tudo, sendo ícone da acolhida de Deus, que cada um de nós pelo reconhecimento da própria limitação, acolher a misericórdia de Deus e ser o seu rosto para o mundo.


2º Esquema
“Se queres tem o poder de curar-me”, a lepra pode ser vista como um símbolo do pecado que nos afasta do relacionamento conosco mesmos, com Deus e com o próximo, por isso a frase do leproso deve ser a de cada um de nós, submetendo-se à misericórdia de Deus. Devemos como Naamã, engolir nosso orgulho e se submeter ao Senhor no Batismo, de tal modo que nossa vida seja para a Glória de Deus, um Louvor de Deus, proclamando “Feliz o homem que foi perdoado”.

3º Esquema
“Não contes nada disso a ninguém” Jesus acolhe e reintegra o leproso no relacionamento, mas não quer qualquer protagonismo de messias real, mas quer ser o servo, da mesma forma que Eliseu que manda um mensageiro para relatar a vontade de Deus, e Deus quis mostrar isso a Naamã, como seus servos quiseram mostrar que Deus age nas coisas simples, é nessa humildade que faz São Paulo dizer tranquilamente sede meu imitadores como eu o sou de Cristo, que Deus nos faça assumir nossa fragilidade, deixando a graça agir e sermos assim verdadeiramente sevos.